CEPAL defende renda básica universal para que América Latina abandone ‘cultura de privilégios’

Em encontro de especialistas no México, a secretária-executiva da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), Alicia Bárcena, afirmou também que a Agenda 2030 da ONU para o Desenvolvimento Sustentável enfrenta momento difícil no cenário internacional por causa de tendências protecionistas.

Foto: PNUD América Latina e Caribe / Caroline Trutmann

Foto: PNUD América Latina e Caribe/Caroline Trutmann

Em encontro de especialistas no México, a secretária-executiva da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), Alicia Bárcena, defendeu na segunda-feira (27) que a região adote políticas como a renda básica universal para “passar de uma cultura de privilégios a uma cultura de igualdade”. Segundo a dirigente, o dinamismo da economia e a inclusão social não devem ser vistos como rivais numa disputa, mas como aliados.

Para a chefe do organismo regional, que participou de um painel no Fórum Latino-americano para uma Democracia inclusiva, são necessárias novas políticas sociais e instituições, capazes de implementar programas de redistribuição dos recursos. Outra preocupação dos países deve ser a garantia de que todos tenham acesso a educação, saúde e emprego.

A dirigente da CEPAL reiterou que a busca pela inclusão é uma forma de cumprir a Agenda 2030 da ONU, um conjunto de metas ambiciosas adotadas pelos países da Organização internacional para promover o crescimento sustentável, o fim da pobreza e a redução das disparidades socioeconômicas. Esses objetivos, de acordo com Bárcena, enfrentam um momento particularmente difícil atualmente, devido a tendências protecionistas e à crise migratória.

Segundo Bárcena, a inclusão deve envolver mudanças no mercado de trabalho, para promover a dignidade da população. “Devemos ter um modelo de crescimento para a igualdade e de igualdade para o crescimento”, ressaltou a secretária-executiva.