CEPAL defende políticas de fomento para micro, pequenas e médias empresas

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As micro, pequenas e médias empresas geram mais de 60% dos postos de trabalho da América Latina e Caribe, mas respondem por apenas 28% do Produto Interno Bruto (PIB) e têm uma participação pequena (8,4%) nas exportações regionais. O cenário foi tema de encontro de especialistas de governos, de instituições de pesquisa e da Comissão Econômica da ONU para região, a CEPAL. Organismo defendeu políticas para aproveitar potencial das novas tecnologias.

As micro e pequenas empresas (MPEs) são os principais geradores de emprego na América Latina. Foto: PNUD/Kenia Ribeiro

As micro e pequenas empresas (MPEs) são os principais geradores de emprego na América Latina. Foto: PNUD/Kenia Ribeiro

As micro, pequenas e médias empresas geram mais de 60% dos postos de trabalho da América Latina e Caribe, mas respondem por apenas 28% do Produto Interno Bruto (PIB) e têm uma participação pequena (8,4%) nas exportações regionais. O cenário foi tema de seminário de especialistas de governos, de instituições de pesquisa e da Comissão Econômica da ONU para região, a CEPAL. Organismo defendeu políticas para aproveitar potencial das novas tecnologias.

“Falta uma estratégia de fomento industrial que defina o papel das MPMEs na América Latina e no Caribe. É necessário impulsionar a construção ou consolidação de sistemas produtivos inovadores, que integram essas empresas”, afirmou Mario Cimoli, diretor da Divisão de Desenvolvimento Produtivo e Empresarial da CEPAL, durante a abertura do evento, na terça-feira (10), no México.

Para o pesquisador, políticas para o setor precisam ser mais bem coordenadas e focar em exportação, capacitação e apoio ao gerenciamento. Cimoli lembrou que a economia está se transformando, com a retomada do crescimento econômico na América Latina e a introdução crescente de novas tecnologias na indústria. Todavia, a região sob mandato da CEPAL ainda enfrenta desafios consideráveis em questões como produtividade e investimento.

“A falta de competitividade da indústria se reflete em déficits comerciais importantes em máquinas, equipamento, insumos intermediários e bens de consumo”, acrescentou Cimoli. No encontro que marcou o início do seminário, palestrantes também enfatizaram a importância do diálogo entre governo e empresas, a fim de incentivar o uso de novas tecnologias no pequenos negócios.

Atualmente, a CEPAL e a União Europeia desenvolvem o projeto “Políticas melhores para as micro, pequenas e médias empresas na América Latina”, também conhecido como Eurompme. Iniciativa visa difundir e fortalecer políticas nacionais, sub-regionais e regionais para dar protagonismo às empresas de menor porte e garantir ganhos de crescimento que podem levar à redução da pobreza.

O Brasil é um dos 18 países que integram o Eurompme, ao lado de Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba, Equador, El Salvador, Guatemala, Honduras, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela.


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