CEPAL defende diversificação de cadeias produtivas de América Latina e Caribe

Segundo secretário-executivo adjunto da Comissão Econômica para América Latina e o Caribe (CEPAL), para a criação das cadeias de valor inclusivas é necessário implementar políticas macroeconômicas que fomentem o acesso de pequenas e médias empresas a financiamento, mudanças que promovam a competitividade e taxas reduzidas de inflação, além de políticas comerciais e de facilitação pró-cadeias de valor.

Desvalorização das commodities no mercado global teve impactos sobre os lucros do Brasil com exportações, alerta Banco Mundial em novo relatório. Foto: Imprensa / GEPR

Desvalorização das commodities no mercado global teve impactos sobre os lucros do Brasil com exportações. Foto: Imprensa / GEPR

Os países da América do Sul e do Caribe devem apostar em cadeias de valor inclusivas para apoiar a diversificação produtiva e exportadora, assim como sua inserção no comércio mundial, afirmou na quinta-feira (14) o secretário-executivo adjunto da CEPAL, Antônio Prado, durante seminário realizado no Equador.

Prado foi um dos principais palestrantes do seminário “Cadeias sociais de valor: uma agenda para superar a crise”, organizado pela União das Nações Sul-Americanas (UNASUL), que ocorre na sede do órgão regional em Quito até esta sexta-feira (15).

Em sua apresentação, o alto funcionário da Comissão Econômica para América Latina e o Caribe (CEPAL) afirmou que a aposta em cadeias de valor inclusivas deve marcar uma mudança estrutural com base em um impulso ambiental, com políticas industriais e tecnológicas que levem em conta a sustentabilidade ambiental.

Prado explicou que as cadeias de valor inclusivas são aquelas que favorecem o crescimento e a produtividade, reduzem a heterogeneidade estrutural, melhoram o bem-estar da maioria (com melhores empregos e salários) e reduzem a desigualdade.

Ele completou que a mudança estrutural progressiva é fundamental para a implementação da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável na região.

Apesar de o comércio entre países da própria região ter se mantido em níveis reduzidos, já que apenas um quinto das exportações se dirige à própria região (19,2%), Prado afirmou que este tem um papel chave para fomentar a diversificação exportadora e gerar encadeamentos produtivos plurinacionais. “O comércio na região é um dos eixos dos meios de implementação da Agenda 2030”, declarou Prado.

Segundo ele, para a criação das cadeias de valor inclusivas é necessário implementar políticas macroeconômicas que fomentem o acesso a financiamento para pequenas e médias empresas, um tipo de mudança que promova a competitividade e taxas reduzidas de inflação, além de políticas comerciais e de facilitação pró-cadeias de valor.