CEPAL: Custo econômico da mudança climática na América Latina pode chegar a 5% do PIB da região

O novo relatório da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe mostra que se a temperatura média da região aumentar para 2,5°C em 2050, os impactos na economia da região podem variar entre 1,5% e 5% do PIB atual.

Rua de São Paulo alagada. Foto: Flickr/Fernando Stankuns (Creative Commons)

Rua de São Paulo alagada. Foto: Flickr/Fernando Stankuns (Creative Commons)

Os impactos da mudança climática na América Latina e no Caribe já são evidentes, significativos e com uma alta probabilidade de se tornarem mais intensos no futuro. Com este alerta a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) lançou seu novo relatório nesta quinta-feira (11), durante a 20ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro da ONU sobre a Mudança Climática (COP20), que acontece em Lima, Peru.

De acordo com o estudo “A economia da mudança climática na América Latina e no Caribe”, é possível evidenciar alguns impactos na atividade agropecuária, na disponibilidade de água, nas florestas, na biodiversidade, no nível do mar, no turismo e na saúde da população. Além disso, o diagnóstico avalia os custos econômicos previsto para este fenômeno na região.

Como exemplo dos impactos, o Brasil é um dos países que registrou um grande aumento no número de casos de dengue entre 1990 e 2007, devido à pobreza e, em partes, à mudança climática, dado que o calor aumenta a quantidade de enfermidades infecciosas, como a malária, a dengue e a cólera.

No geral, umas das estimativas da publicação é que se a temperatura média da região aumentar para 2,5°C em 2050, os custos econômicos da mudança climática podem sofrer variações entre 1,5% e 5% do PIB atual da América Latina e do Caribe. Já os custos de adaptação, entretanto, calculam-se abaixo de 0,5% do PIB atual da região, concentrados na proteção de zonas costeiras, da atividade agrícola e do setor hídrico.

A CEPAL alerta que é necessário um acordo global, que tenha a aceitação e a participação ativa de todos os países sob o princípio de responsabilidades comuns. Além disso, ele deve se basear na transição rumo a um desenvolvimento sustentável, o que implica em uma mudança nos padrões de produção e consumo, e uma maior igualdade e coesão social.

Para ter acesso ao estudo completo, na versão em inglês, clique aqui, ou na versão em espanhol, clique aqui.