CEPAL: Comércio entre América Latina e China se multiplica 22 vezes em 14 anos

Apesar do comércio bilateral ter se multiplicado 22 vezes entre 2000 e 2014, grande parte das vendas regionais para o gigante asiático continua sendo constituída por um número reduzido de produtos básicos.

portada_china-alc_675_espNos últimos 15 anos, as relações econômicas entre a América Latina e o Caribe e a China têm-se desenvolvido fortemente. A China já é a segunda principal origem das importações da região (16% do total), e o terceiro principal destino de suas exportações (9% do total). Por sua vez, a região também tem aumentado sua importância como sócia da China: enquanto em 2000 absorvia 3% das exportações totais da China e era a origem de 2% de suas importações, em 2013 sua participação em ambos os fluxos aumentou para 6% e 7%, respectivamente.

O principal tema pendente para a região em sua relação com o gigante asiático é a diversificação exportadora, segundo um novo documento divulgado nesta segunda-feira (25) pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) da ONU. Somente cinco produtos, todos primários, representaram 75% do valor das vendas regionais para o país asiático em 2013.

A publicação: A América Latina e o Caribe e a China. Rumo a uma nova era de cooperação econômica alerta para o fato, que, devido ao menor ritmo de crescimento previsto para os próximos anos tanto na China como na região, o comércio bilateral não continuará se expandir a taxas tão elevadas como as observadas na última década e meia.

A moderação da expansão da China, que se traduziu em preços menores de vários dos produtos básicos exportados pela América Latina e pelo Caribe para esse país, juntamente com as orientações adotadas pelas autoridades chinesas que apontam para alcançar um reequilíbrio de seu modelo de desenvolvimento, são fatores que representam oportunidades e desafios para as relações econômicas entre ambas as partes. Nesse sentido, o documento destaca as interessantes perspectivas que oferecem as exportações de alimentos para a China, dados os fortes processos de urbanização e expansão da classe média em desenvolvimento neste país.

“Para reverter a preocupante reprimarização exportadora é preciso atingir avanços na produtividade, inovação, infraestrutura, logística e formação e capacitação de recursos humanos. Estes avanços são fundamentais para crescer com igualdade, em um contexto de acelerada mudança tecnológica”, afirma a secretária-executiva da CEPAL, Alicia Bárcena, no prólogo do documento.

 

Mais informações:

Documento completo. A América Latina e o Caribe e a China. Rumo a uma nova era de cooperação econômica (disponível em espanhol).

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