CEPAL: cidades ainda são marcadas por acesso desigual a serviços públicos

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O processo de urbanização na América Latina e no Caribe melhorou os indicadores de desenvolvimento, no entanto, as cidades ainda são espaços de desigualdades, com um acesso díspar a serviços públicos de qualidade e altos níveis de segregação residencial socioeconômica, afirma nova publicação da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL).

“A segregação socioeconômica — a expressão da desigualdade — aprofunda e reproduz essa desigualdade e contribui para a fragmentação social e os altos níveis de violência que existem em muitas cidades na América Latina”, afirma Alicia Bárcena, secretária-executiva da CEPAL, no prólogo do documento.

O processo de urbanização na América Latina e no Caribe melhorou os indicadores de desenvolvimento, no entanto, as cidades ainda são espaços de desigualdades, segundo a CEPAL.  Foto: ONU-Habitat/Lucille Kanzawa

O processo de urbanização na América Latina e no Caribe melhorou os indicadores de desenvolvimento, no entanto, as cidades ainda são espaços de desigualdades, segundo a CEPAL. Foto: ONU-Habitat/Lucille Kanzawa

O processo de urbanização na América Latina e no Caribe melhorou os indicadores de desenvolvimento, no entanto, as cidades ainda são espaços de desigualdades, com um acesso díspar a serviços públicos de qualidade e altos níveis de segregação residencial socioeconômica, afirma nova publicação da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL).

O livro “Desenvolvimento sustentável, urbanização e desigualdade na América Latina e no Caribe — dinâmicas e desafios para a mudança estrutural”, analisa os sistemas urbanos e as dinâmicas socioeconômicas e ambientais das cidades da região, ao serem estas uma expressão das estruturas de produção, distribuição e consumo e de estruturas sociopolíticas específicas do estilo de desenvolvimento na região.

O documento afirma que o estilo de desenvolvimento latino-americano e caribenho caracteriza-se fundamentalmente por uma insuficiência dinâmica que produz e reproduz desigualdades em diferentes dimensões, com impactos negativos nas possibilidades de um desenvolvimento urbano inclusivo e sustentável.

O livro afirma ainda que a ampla desigualdade e a falta de inclusão urbana se relacionam com desafios fundamentais da América Latina e do Caribe, como a baixa produtividade e o emprego informal que têm efeitos negativos sobre a vulnerabilidade social e o desenvolvimento econômico sustentável.

“A segregação socioeconômica — a expressão da desigualdade — aprofunda e reproduz essa desigualdade e contribui para a fragmentação social e os altos níveis de violência que existem em muitas cidades na América Latina”, afirma Alicia Bárcena, secretária-executiva da CEPAL, no prólogo do documento.

O texto afirma que no marco dos processos de expansão urbana e segregação socioeconômica, é gerada também uma crescente desigualdade ambiental urbana, um aumento da vulnerabilidade nesse âmbito e um crescimento da pegada ecológica urbana.

A publicação busca melhorar o desenho e a implementação das políticas públicas no nível nacional e subnacional, para construir um futuro urbano sustentável na região no marco da Nova Agenda Urbana e os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS).


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