CEPAL: América Latina e Caribe precisam superar fragmentação para buscar crescimento sustentável

Ao lado do presidente do México, Enrique Peña Nieto, a secretária-executiva da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), Alicia Bárcena, deu início na quarta-feira (26) às atividades do primeiro Fórum sobre Desenvolvimento Sustentável da região. A dirigente do organismo da ONU defendeu que países revigorem a integração regional como ferramenta “diversificação produtiva”. Multilateralismo foi descrito como necessário para o cumprimento das metas das Nações Unidas.

Alicia Bárcena e Enrique Peña Nieto no Fórum dos Países da América Latina e do Caribe sobre Desenvolvimento Sustentável, na Cidade do México. Foto: Presidência do México

Alicia Bárcena e Enrique Peña Nieto no Fórum dos Países da América Latina e do Caribe sobre Desenvolvimento Sustentável, na Cidade do México. Foto: Presidência do México

Ao lado do presidente mexicano, Enrique Peña Nieto, a secretária-executiva da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), Alicia Bárcena, deu início na quarta-feira (26) às atividades do primeiro Fórum sobre Desenvolvimento Sustentável da região. No encontro que acontece na Cidade do México, a dirigente do organismo da ONU defendeu que países revigorem a integração regional como ferramenta “diversificação produtiva”.

De acordo com Bárcena, para que os Estados-membros consigam cumprir a Agenda 2030 das Nações Unidas, será necessário “recuperar a cooperação multilateral”. A chefe da CEPAL lembrou que, em 2017, após dois anos de recessão, a América Latina e o Caribe deverão registrar um crescimento de 1,1% em seu Produto Interno Bruto (PIB) médio.

Para a dirigente da comissão regional, políticas macroeconômicas foram prudentes diante da crise. Atualmente, governos se preocupam com quedas nos investimentos, com estagnações da produtividade e com a persistência de problemas estruturais. O cenário, segundo Bárcena, continua sendo de risco, sobretudo para os esforços de autoridades em tirar da extrema pobreza os 75 milhões de latino-americanos que ainda vivem nessa condição.

“A América Latina e o Caribe devem ser capazes de revigorar a integração regional, hoje fragmentada e debilitada, para usá-la como instrumento de diversificação produtiva e fortalecimento de capacidades”, disse Bárcena na abertura do Fórum que conta com a participação de parlamentares, autoridades ministeriais, representações diplomáticas, gestores e especialistas.

“A nível nacional, é necessária uma nova geração de políticas sociais, de educação e de desenvolvimento produtivo que insiram a região na nova revolução tecnológica”, enfatizou a chefe da agência da ONU, para quem o crescimento e a inovação devem convergir com a inclusão social e a proteção ao meio ambiente.

Peña Nieto afirmou que a conjuntura do México vai ao encontro do diagnóstico da CEPAL. “Atravessamos um período de incerteza global e de transformações drásticas nos âmbitos econômico, social e político, que ameaçam o avanço de nossas nações”, disse o chefe de Estado, que fez um chamado aos parceiros regionais para que trabalhem pela “unidade, cooperação e integração”.

A realização do Fórum dos Países da América Latina e do Caribe sobre Desenvolvimento Sustentável foi elogiada por Bárcena, que considera o encontro a oportunidade de dar “voz própria” à região no debate global sobre desenvolvimento sustentável.