Centro RIO+ exibe documentário ‘Baixada Nunca se Rende’ em Belford Roxo

O Centro Mundial para o Desenvolvimento Sustentável (Centro RIO+) exibiu na quarta-feira (20) em Belford Roxo, na Baixada Fluminense, o documentário “#BXD – Baixada Nunca se Rende”, de autoria do italiano Christian Tragni e da brasileira Juliana Spinola.

O filme faz parte da inciativa “Música para Avançar o Desenvolvimento Sustentável”, projeto que utiliza a música e a arte como ferramentas de engajamento civil.

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O Centro Mundial para o Desenvolvimento Sustentável (Centro RIO+) exibiu na quarta-feira (20) em Belford Roxo, na Baixada Fluminense, o documentário “#BXD – Baixada Nunca se Rende”, de autoria do italiano Christian Tragni e da brasileira Juliana Spinola.

A exibição foi feita em parceria com a Secretaria da Cultura do município e o Coletivo Aberto de Músicos Baixada Nunca se Rende durante o II Encontro Cultural da Juventude de Belford Roxo.

O evento reuniu cerca de 300 pessoas e marcou o retorno do Centro RIO+, do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), à Casa da Cultura do município, um dos principais cenários das gravações do filme.

A principal proposta do encontro que reuniu jovens, artistas, empresários, representantes da sociedade civil e músicos, foi inspirar a juventude por meio de histórias de resiliência, retratadas no documentário que exibe o engajamento dos diversos artistas locais.

O filme faz parte da inciativa “Música para Avançar o Desenvolvimento Sustentável”, projeto que utiliza a música e a arte como ferramentas de engajamento civil. A obra foi escolhida para participar do Chelsea Festival de Cinema em Nova Iorque e, recentemente, pelo Sofia Festival na Bulgária. O documentário também será exibido na sede global do PNUD em Nova Iorque.

No evento em Belford Roxo, o diretor do Centro Rio+, Romulo Paes de Sousa, disse que a região da Baixada Fluminense “deve se orgulhar de artistas como Iolly Amâncio (Banda Gente), Eddi Mc e Renato Aranha (Banda Rota Espiral), que vão representar internacionalmente a participação ativa do Coletivo Aberto de Músicos Baixada Nunca se Rende na transformação de uma realidade, expondo a capacidade criativa de sua região e seus artistas para o mundo”.

Segundo Paes, a participação nesse projeto fomenta uma narrativa positiva sobre uma região e uma comunidade outrora marginalizada. “É preciso integrar as políticas públicas e o desejo de mudanças da Agenda 2030 a um maior número de iniciativas como essas, afinal é no dia-a-dia da vida árdua das comunidades que realmente se muda o mundo”, declarou.

Segundo Bruno Nunes, secretário da Cultura de Belford Roxo, é importante assistir na tela a atuação de artistas e histórias da região. “Os músicos aqui retratados com a ajuda da ONU serão conhecidos mundialmente, e espero que muito jovens daqui acabem seguindo seus exemplos”, disse.

Lançado em maio de 2017 no Cine Odeon, centro do Rio de Janeiro, o filme já foi exibido nas representações do PNUD em China, Geórgia, Cazaquistão e Moçambique.

O projeto-piloto “Música para Avançar o Desenvolvimento Sustentável” será replicado pela agência da ONU em Moçambique no início de 2018. Em novembro, os artistas da Baixada Fluminense participarão de um workshop que visa a fomentar a interação dos músicos brasileiros e moçambicanos em torno da Agenda 2030 e adaptar o projeto para replicação no país lusófono.