Centro Rio+ debate sobre importância da Cúpula do Clima para ofuturo da humanidade

Segundo o Centro Mundial para o Desenvolvimento Sustentável, novo acordo global deve adotar perspectiva ampla, voltada tanto para o combate às mudanças climáticas quanto para o desenvolvimento.

Conferência de Paris pode gerar acordos ambiciosos, que levem em consideração os desafios impostos pelas mudanças climáticas, mas também os problemas de desenvolvimento, segundo o Centro Mundial para o Desenvolvimento Sustentável. Foto: Centro Rio+

Conferência de Paris pode gerar acordos ambiciosos, que levem em consideração os desafios impostos pelas mudanças climáticas, mas também os problemas de desenvolvimento, segundo o Centro Mundial para o Desenvolvimento Sustentável. Foto: Centro Rio+

Na próxima segunda-feira (30), tem início a Conferência do Clima das Nações Unidas, em Paris, França. De acordo com o Centro Mundial para o Desenvolvimento Sustentável do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Centro Rio+), diferente de outros encontros, nesta ocasião chefes de Estado e governo encontrarão sobre a mesa um acordo para mitigar os efeitos das mudanças climáticas mais “equilibrado, justo e propício”, capaz de conquistar o apoio necessário para ser aprovado.

Em sua análise sobre a importância desta Conferência, o Centro Rio+ destacou que a COP21 é a terceira grande conferência internacional promovida pelas Nações Unidas em 2015. Em julho desse ano, a ONU realizou a terceira Conferência de Financiamento para o Desenvolvimento, em Adis Abeba, na Etiópia. Mais tarde, em setembro, as Nações Unidas organizaram a Cúpula sobre o Desenvolvimento Sustentável, em Nova York, onde foi aprovada e adotada por todos os Estados-membros uma nova agenda global.

Em ambos os eventos, a comunidade internacional debateu diferentes aspectos dos mesmos problemas, que envolvem, por exemplo, a superação da pobreza extrema, a promoção da inclusão e as limitações dos recursos do planeta e de sua capacidade de absorver emissões de gases. Para o Centro, porém, deve haver um questionamento mais profundo sobre quais as falhas do atual modelo de desenvolvimento econômico e sobre quem deverá arcar com as adaptações necessárias.

Na Conferência de Paris, onde um novo acordo global para o clima será firmado, podem ser levantadas discussões acerca de como essas negociações vão se converter em mudanças para aqueles mais marginalizados que não estarão representados nessas reuniões. Embora as negociações sobre as mudanças climáticas tenham sido criticadas no passado por não conterem exigências obrigatórias para os países, nem mecanismos suficientes de responsabilização, o atual momento pode levar a resultados mais justos, segundo o escritório.

A análise destaca que o financiamento das ações para o clima requer atenção urgente, mas que estes não devem substituir o usar investimentos dedicados ao desenvolvimento a longo prazo, capazes de solucionar problemas relativos à pobreza, saúde, educação e infraestrutura básica. De acordo com o Centro Rio+, trata-se de questões interconectadas, que devem ser enfrentadas de forma conjunta. O documento citou, como exemplo, um relatório do Banco Mundial que afirma que os mais pobres são os mais suscetíveis às mudanças climáticas, as quais, por sua vez, podem levar 100 milhões de pessoas à extrema pobreza até 2030.

A COP21 contará com debates sobre como os custos das estratégias de mitigação das transformações do clima serão repartidos entre países desenvolvidos e em desenvolvimento. Até 2020, por exemplo, nações desenvolvidas se comprometeram a fornecer 100 bilhões por ano para ações do clima. No entanto, ainda há questões pendentes referentes a como este valor será desembolsado e distribuído, assuntos que devem ser abordados na Conferência.

Leia a análise na íntegra aqui.