Centro Pan-Americano de Febre Aftosa completa 65 anos promovendo saúde pública veterinaria nas Américas

AUMENTAR LETRA DIMINUIR LETRA

O Centro Pan-Americano de Febre Aftosa (PANAFTOSA), da Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS), completou 65 anos de existência no último sábado (27), período no qual promoveu a erradicação da febre aftosa, o controle e a eliminação de zoonoses e o consumo seguro de alimentos nas Américas.

Os profissionais da Panaftosa, Rossana Allende e Antonidio Lima trabalham no novo laboratório. Foto: Panaftosa

Os profissionais da Panaftosa, Rossana Allende e Antonidio Lima trabalham no novo laboratório. Foto: Panaftosa

O Centro Pan-Americano de Febre Aftosa (PANAFTOSA), da Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS), completou 65 anos de existência no último sábado (27), período no qual promoveu a erradicação da febre aftosa, o controle e a eliminação de zoonoses e o consumo seguro de alimentos nas Américas.

Criada em 1951, após um acordo entre a Organização dos Estados Americanos (OEA) e o governo brasileiro, a PANAFTOSA ficou subordinada à OPAS/OMS e se tornou o centro internacional de apoio científico-técnico sobre a febre aftosa para os países das Américas. O órgão nasceu como uma resposta à doença, que chegou a ser endêmica em praticamente todo o território da América do Sul e foi introduzida nos anos 1940 e 1950 no Canadá e no México.

Atualmente, além da cooperação na área da febre aftosa, o centro trabalha em ações de cooperação técnica sobre zoonoses e inocuidade de alimentos, consolidando sua atuação na área de saúde pública veterinária. Em 2014, a PANAFTOSA foi nomeada Centro de Referência em Saúde Pública Veterinária da Organização Mundial da Saúde Animal (OIE, na sigla em inglês).

Redução do impacto da febre aftosa nas Américas

A febre aftosa é uma doença viral, altamente contagiosa, que afeta principalmente animais bovinos, sendo uma das enfermidades mais importantes do gado no mundo. As altas taxas de infecção e a capacidade de adaptação do vírus fazem com que cause elevados danos nas espécies animais, com significativo impacto econômico sobre a produtividade da agroindústria e causa de dificuldades de acesso a mercados pecuários, resultantes das restrições comerciais impostas pelos serviços veterinários de países importadores.

Em um trabalho coordenado com os serviços autorizados e em colaboração com o setor privado, foi criado o Programa Hemisférico de Erradicação da Febre Aftosa (PHEFA), que conta com o compromisso e a vontade política dos países e alcançou o registro histórico de 30 meses sem nenhuma notificação de ocorrência da doença e com 94% da população bovina da América do Sul livre da febre aftosa, com reconhecimento da OIE.

Apesar dos importantes avanços desde a criação da PANAFTOSA, a erradicação definitiva da doença depende da dedicação permanente dos países e de apoio recíproco, disse a organização.

O objetivo principal do trabalho do centro na área de zoonoses é cooperar na organização e fortalecimento institucional dos programas nacionais e subnacionais de prevenção, vigilância, controle, eliminação e erradicação das zoonoses e enfrentar os desafios das zoonoses emergentes e reemergentes, contribuindo para reduzir os prejuízos sanitários, sociais e econômicos que elas provocam.

O centro também se constitui como o melhor veículo de facilitação e coordenação regional para a eliminação da raiva, com a organização de reuniões regionais, facilitando a aquisição de vacinas caninas ou prestando apoio técnico pontual aos países.


Mais notícias de:

Comente

comentários