Centro do ACNUR no Líbano promove interação entre refugiados sírios e comunidade local

Seis meses após sua inauguração, o centro comunitário do ACNUR tornou-se um ponto de encontro entre os refugiados sírios e os libaneses que os abrigam, que ansiavam por um lugar onde pudessem compartilhar suas expectativas.

Walaa (esq.), do norte do Líbano, falando com Ahmed e Ibtissam, da cidade síria de Homs, no Centro Comunitário do ACNUR. Foto: ACNUR/D.Sleiman

Walaa (esq.), do norte do Líbano, falando com Ahmed e Ibtissam, da cidade síria de Homs, no Centro Comunitário do ACNUR. Foto: ACNUR/D.Sleiman

Na cidade de Wadi Jamous, no norte do Líbano, um sobrado de dois andares ganha vida com a presença de garotos e garotas, homens e mulheres sírios e libaneses.

Seis meses após sua inauguração, o centro comunitário do ACNUR tornou-se um ponto de encontro entre os refugiados sírios e os libaneses que os abrigam, que ansiavam por um lugar onde pudessem compartilhar suas expectativas.

“É possível sentir a tensão entre os refugiados sírios e os moradores locais em Akkar. No entanto, este centro tem o papel de incentivar o diálogo entre os membros das duas comunidades”, disse Zaher Obeid, chefe da Associação Hadatha que, juntamente com o Conselho Norueguês para Refugiados, coordena programas no centro.

Com 1,2 milhão de refugiados registrados, o Líbano é o país que abriga o maior número de refugiados per capita – um em quatro libaneses é refugiado. Em algumas cidades e vilarejos, o número de refugiados é maior do que a população local, o que gera tensões devido à competição pelo acesso aos recursos e serviços básicos, como água, eletricidade, saúde e educação. Mais de 1.700 refugiados vivem em Wadi Jamous, uma cidade com cerca de 8 mil pessoas.

No pátio do centro comunitário, adolescentes se reúnem para mostrar o que produziram no workshop de fotografia. Razan, uma garota de 15 anos de Halab, mostra orgulhoso uma de suas fotos: uma mão apertando com força um arame farpado.

Aproximadamente 140 pessoas frequentam os cursos de capacitação e diversas atividades recreativas promovidas diariamente pelo centro comunitário. Pais que se preocupam com seus filhos vêm à procura de conselhos, os adolescentes se socializam e fazem planos para o futuro e as crianças brincam. Leia o artigo na íntegra clicando aqui.