Centro de Excelência contra a Fome participa de treinamento no Rio sobre proteção de civis

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Representantes do Centro de Excelência contra a Fome, fruto de uma parceria entre o governo brasileiro e o Programa Mundial de Alimentos (PMA) das Nações Unidas, participaram na semana passada (7) do workshop Proteção Integrada de Civis 2017, organizado pelo Centro Conjunto de Operações de Paz (CCOPAB), no Rio de Janeiro.

O evento discutiu o trabalho de organizações envolvidas em operações internacionais para a proteção de civis em ambientes instáveis, como conflitos armados e desastres naturais.

Programas de alimentação escolar beneficiam um quinto das crianças em todo o mundo. Foto: PMA / Graeme Williams

Programas de alimentação escolar beneficiam um quinto das crianças em todo o mundo. Foto: PMA / Graeme Williams

Representantes do Centro de Excelência contra a Fome, fruto de uma parceria entre o governo brasileiro e o Programa Mundial de Alimentos (PMA) das Nações Unidas, participaram na semana passada (7) do workshop Proteção Integrada de Civis 2017, organizado pelo Centro Conjunto de Operações de Paz (CCOPAB), no Rio de Janeiro.

O evento discutiu o trabalho de organizações envolvidas em operações internacionais para a proteção de civis em ambientes instáveis, como conflitos armados e desastres naturais.

O diretor-adjunto do Centro de Excelência, Peter Rodrigues, uniu-se a representantes de outras agências das Nações Unidas, Forças Armadas, universidades e organizações não governamentais internacionais para fornecer orientações para o desenvolvimento de um programa de treinamento em proteção de civis durante e após emergências.

Rodrigues apresentou os principais tópicos sobre proteção de civis do ponto de vista do Programa Mundial de Alimentos. O foco do PMA nesses contextos é fornecer assistência alimentar de forma a não aumentar o risco enfrentado pelas populações durante crises. O trabalho realizado no campo pelo programa deve contribuir para segurança, dignidade e integridade de pessoas vulneráveis.

“As crianças são particularmente vulneráveis a riscos, tanto em conflitos quanto em períodos de paz, e elas dependem de suas famílias e membros de suas comunidades para estarem protegidas e terem sua sobrevivência básica e seu bem-estar garantidos”, afirmou Rodrigues.

O papel da educação

A ONU estima que 246 milhões de crianças vivam em áreas de conflito. Muitas delas estão impedidas de ter acesso à educação. No entanto, a educação pode atuar como um catalisador para a paz e contribui para a proteção de populações vulneráveis, tanto durante emergências quanto em períodos de promoção do desenvolvimento.

Em emergências, escolas podem ser locais seguros, em que as crianças estão protegidas de sequestros, recrutamento por milícias e exploração sexual e econômica.
Também podem ser espaços terapêuticos ao restabelecer uma rotina diária e ajudar a restaurar um senso de normalidade. Por meio de programas psicossociais, aprendizado e brincadeiras, as escolas desempenham um papel fundamental no processo de recuperação das crianças.

“Ao cuidar das crianças, as escolas também ajudam as famílias a se reestruturar, e permite aos pais um espaço de respiro para reorganizar suas vidas”, afirmou Rodrigues.

Programas de alimentação escolar são normalmente desenhados para atender a objetivos de educação, nutrição e proteção social. Eles são um grande incentivo para que as crianças continuem frequentando a escola, mesmo em situações adversas.

Durante crises, especialmente conflitos armados, o PMA e outros atores, inclusive governos, podem enfrentar dificuldades para implementar os programas de alimentação escolar, o que afeta a segurança alimentar, o status nutricional e os indicadores de educação.

O acesso de serviços humanitário a populações vulneráveis é essencial para que civis possam receber assistência e proteção que podem salvar suas vidas. Manter as missões médicas e humanitárias em segurança é também uma prioridade das operações de paz das Nações Unidas.


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