Centro da ONU monitora epidemia de HIV na Zâmbia, Moçambique, Zimbábue e Malauí

Na Zâmbia, 13% da população com idade entre 15 e 49 anos vive com HIV. No Malauí, a taxa de prevalência do vírus é de 9%, também considerada muito alta por autoridades de saúde. Atualmente, a epidemia de HIV/AIDS é a principal causa de morte entre jovens africanos. Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo (IPC-IG) conduz estudo sobre iniciativas de assistência para crianças, jovens e famílias que vivem com HIV.

Na Zâmbia, programas de assistência social e transferência de renda ajuda famílias cujos membros vivem com HIV. Foto: UNAIDS

Na Zâmbia, programas de assistência social e transferência de renda ajuda famílias cujos membros vivem com HIV. Foto: UNAIDS

Na Zâmbia, 13% da população com idade entre 15 e 49 anos vive com HIV. No Malauí, a taxa de prevalência do vírus é de 9%, também considerada muito alta por autoridades de saúde. Atualmente, a epidemia de HIV/AIDS é a principal causa de morte entre jovens africanos.

Para monitorar a situação da doença nesses dois países, e também no Zimbábue e em Moçambique, Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo (IPC-IG) conduz um estudo sobre iniciativas de assistência para crianças, jovens e famílias que vivem com HIV. A pesquisa é financiada pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).

Em fevereiro (17), o centro apresentou em Brasília os resultados preliminares da investigação. “Ambos os países se destacam por fornecer respostas de proteção social ao HIV por meio de amplos e duradouros programas de transferência de renda”, explicou o pesquisador associado do IPC-IG, Pedro Arruda, sobre o Malauí e a Zâmbia.

Segundo o especialista, as primeiras conclusões da pesquisa indicam que as estratégias que têm beneficiado o público infectado por HIV não são exclusivas para as pessoas vivendo com o agente patogênico. Ao contrário, são programas de proteção social mais amplos, que acabam liberando mais recursos para o atendimento das necessidades específicas de indivíduos afetados pela epidemia de HIV/AIDS.

A descoberta foi apresentada em Brasília a pesquisadores e representantes de embaixadas das Filipinas, Nigéria, Turquia, Zâmbia e outros países. O encontro foi o primeiro de uma série de seminários que o IPC-IG, vinculado ao Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), realizará ao longo de 2017.