Centro da ONU impulsiona parceria entre Honduras e Brasil em programas de proteção social

O Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo (IPC-IG) recebeu em Brasília na segunda-feira (12) a visita de uma delegação de alto nível do governo de Honduras para discutir parcerias de trabalho e promover o fortalecimento de programas de proteção social.

Os técnicos indianos vieram conhecer programas como o Bolsa Família, que contribuiu para a redução da mortalidade infantil no Brasil. Foto: Carol Garcia - Secom/Bahia/Creative Commons

Programas de proteção social brasileiros como Bolsa Família contribuíram para reduzir a mortalidade infantil no Brasil. Foto: Carol Garcia – Secom/Bahia/Creative Commons

O Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo (IPC-IG) recebeu na segunda-feira (12) em Brasília a visita de uma delegação de alto nível do governo de Honduras para discutir parcerias de trabalho e promover o fortalecimento de capacidades institucionais, principalmente em monitoramento e avaliação de programas de proteção social.

O grupo foi recebido pelo coordenador residente do Sistema das Nações Unidas no Brasil, Niky Fabiancic, também representante residente do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e diretor do IPC-IG.

“O IPC-IG vem promovendo o intercâmbio de experiências entre países do Sul. É um intercâmbio entre nações irmãs e solidárias. Nesse sentido, o Brasil tem uma rica experiência para compartilhar por todo o trabalho em matéria social nos últimos 15 anos”, disse Fabiancic.

O chefe da delegação hondurenha, o ministro Ricardo Cardona, secretário de Estado e coordenador do Gabinete Setorial de Desenvolvimento e Inclusão Social, apresentou um panorama da atual política de programas de proteção social do país durante a reunião. Honduras tem dado especial atenção às metas da Agenda 2030 das Nações Unidas no desenho e aperfeiçoamento de seu sistema de proteção social.

“Em Honduras, estamos caminhando com a Agenda 2030. Dos 17 objetivos, sete estão com nosso ministério. É o que tem mais responsabilidade”, disse o ministro.
Acompanhado de cinco funcionários do governo hondurenho e de representantes do Ministério das Relações Exteriores do Brasil e do PNUD de Honduras, o ministro afirmou que a viagem busca também o aprendizado com as experiências brasileiras de combate à pobreza e de redução da desigualdade.

Durante o encontro, oficiais do governo de Honduras detalharam o funcionamento do programa de transferência condicionada de renda “Vida Melhor para a Igualdade”, o principal programa de combate à pobreza do país.

Quarenta e dois por cento da população hondurenha vivem na extrema pobreza, segundo o Gabinete Setorial de Desenvolvimento e Inclusão Social. A linha é calculada a partir da capacidade das famílias em arcarem com a compra de uma cesta básica per capita por mês.

O país da América Central procura também formas de avaliar o impacto dos mais de 70 programas em andamento, uma grande parte sob o guarda-chuva do “Vida Melhor para a Igualdade.

Os detalhes sobre as publicações técnicas do IPC-IG e os projetos em andamento, em especial nas áreas de monitoramento e avaliação e Cooperação Sul-Sul, fizeram parte da apresentação de Diana Sawyer, coordenadora sênior de pesquisa.

“A metodologia do Centro é não ter receitas prontas. Nós trabalhamos juntos aos governos para uma construção colaborativa que valoriza o conhecimento local”, explicou.

Mariana Balboni, oficial sênior de projeto, apresentou as vastas ferramentas e recursos para disseminação e compartilhamento de conhecimento da plataforma online dedicada a temas de proteção social socialprotection.org, que é gerenciada pelo Centro.