Centro da ONU enfatiza relação entre saúde pública, animal e ambiental

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Em um cenário de aumento da produção de alimentos de origem animal, de mudanças tecnológicas dos métodos de produção e elaboração de alimentos e de avanço da ação humana sobre habitats selvagens, o Centro Pan-Americano de Febre Aftosa (PANAFTOSA) alerta para a necessidade de ações que visem a saúde pública, animal e ambiental de forma conjunta.

Foto: Roosewelt Pinheiro/Abr

Foto: Roosewelt Pinheiro/Abr

Em um cenário de aumento da produção de alimentos de origem animal, de mudanças tecnológicas dos métodos de produção e elaboração de alimentos e de avanço da ação humana sobre habitats selvagens, o Centro Pan-Americano de Febre Aftosa (PANAFTOSA) alerta para a necessidade de ações que visem a saúde pública, animal e ambiental de forma conjunta.

Trata-se do conceito de “Uma Saúde” — trabalhado pelo PANAFTOSA anualmente no dia 3 de novembro —, que enfatiza a estreita relação entre homens e animais e os riscos associados para a saúde pública e animal.

De acordo com a PANAFTOSA, a contribuição dos profissionais da Saúde Pública Veterinária (SPV) é importante nos temas de zoonoses, inocuidade dos alimentos, segurança alimentar, impacto ambiental etc, e responde a determinantes políticos, sociais, econômicos e sanitários.

“Os problemas deixaram de ter limites geográficos, administrativos e institucionais, e as soluções podem superar as capacidades individuais de um ministério ou de um país ou região, necessitando de uma abordagem entre setores e instituições”, segundo comunicado da PANAFTOSA, unidade de Saúde Pública Veterinária da Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS).

Localizada em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, a entidade trabalha regionalmente questões relacionadas à relação entre saúde humana e animal, por meio de suas áreas de atuação destinadas à prevenção e controle das zoonoses emergentes e reemergentes, e daquelas relacionadas à inocuidade de alimentos ao longo de toda a cadeia.

A organização também dá especial atenção ao impacto gerado pelo uso inadequado dos antibióticos à resistência antimicrobiana. Igualmente, a contribuição do Centro tem sido decisiva na erradicação da febre aftosa na região latino-americana e caribenha, uma vez que tal doença animal afeta a produtividade e, portanto, a segurança alimentar.

Dessa forma, a PANAFTOSA/SPV desempenha um papel-chave nas Américas, como ponto de contato técnico para os países e autoridades de saúde pública e animal, e como ponte de acesso para conhecimento, transferência de tecnologia e repositório de boas práticas de sucesso, concluiu o Centro da ONU.


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