Centro da ONU diz que Brasil é modelo para promover alimentação escolar na África

O Brasil tem sido o “espelho” para países africanos que querem implementar programas próprios de alimentação escolar. A avaliação é do diretor do Centro de Excelência contra a Fome, Daniel Balaban, que participou na semana passada (8), em Brasília, de uma oficina com a Agência Brasileira de Cooperação (ABC) e o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). Encontro debateu os rumos da cooperação entre as instituições.

O Centro de Excelência contra a Fome contribuiu para mudar o entendimento de governos de cerca de 30 países sobre o potencial da alimentação escolar. Foto: Jaelson Lucas/SMCS

O Centro de Excelência contra a Fome contribuiu para mudar o entendimento de governos de cerca de 30 países sobre o potencial da alimentação escolar. Foto: SMCS/Jaelson Lucas

O Brasil tem sido o “espelho” para países africanos que querem implementar programas próprios de alimentação escolar. A avaliação é do diretor do Centro de Excelência contra a Fome, Daniel Balaban, que participou na semana passada (8), em Brasília, de uma oficina com a Agência Brasileira de Cooperação (ABC) e o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). Encontro debateu os rumos da cooperação entre as instituições.

Da parceria entre os dois organismos do governo brasileiro e o Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas (PMA), nasceu o Centro de Excelência contra a Fome, que desde 2011 apoia países em desenvolvimento a criarem políticas públicas de combate à fome e à pobreza.

“A União Africana tem hoje uma determinação de que os países devam criar programas nacionais de alimentação escolar, se apropriando disso, e todos estão trabalhando nisso de uma forma ou de outra. O Brasil tem sido o espelho para que esses países criem os seus programas, o que demonstra o sucesso da nossa parceria, que tem dado resultados”, afirmou Balaban durante o evento.

O centro já apoiou mais de 30 países no desenvolvimento de estratégias para o fornecimento de refeições em centros de ensino. “A eficiência, eficácia e bons resultados dos programas são determinantes, num momento de restrições financeiras, para que possamos garantir recursos para as nossas iniciativas de cooperação internacional. O governo brasileiro tem aqui um modelo que serve para o mundo”, elogiou o chefe de Gabinete do FNDE, Rogério Lot.

A coordenadora-geral de Cooperação Técnica com Organismos Internacionais da ABC, Cecilia Malaguti, reafirmou o compromisso da agência com os parceiros. “Nesses sete anos, tanto a ABC quanto o Centro desenvolveram capacidades para que os nossos resultados sejam cada vez mais concretos e reconhecidos mundialmente como uma iniciativa totalmente inovadora”, disse.