Centro da ONU desenvolve método de diagnóstico do mormo, doença de equídeos que pode matar humanos

O Centro Pan-Americano de Febre Aftosa (PANAFTOSA), organismo especializado em saúde pública veterinária, está desenvolvendo um método de diagnóstico do mormo, uma doença comumente encontrado em equídeos – como nos cavalos. O mormo é facilmente transmitido para humanos, podendo ser fatal. Após sua reemergência no Brasil, a doença tem sido notificada em praticamente todo território nacional.

Foto: Matt Mihaly/Flickr/CC

Foto: Matt Mihaly/Flickr/CC

O Centro Pan-Americano de Febre Aftosa (PANAFTOSA), organismo especializado em saúde pública veterinária que fornece serviços a todos os países-membros da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS), está desenvolvendo um método de diagnóstico do mormo, uma doença comumente encontrado em equídeos – como nos cavalos.

O mormo é facilmente transmitido para humanos, podendo ser fatal. Após sua reemergência no Brasil, a doença tem sido notificada em praticamente todo território nacional. A ação do PANAFTOSA é realizada a pedido dos países preocupados com o tema, sobretudo na América do Sul.

O centro da ONU, com sede em Duque de Caxias (RJ), desenvolveu o teste de ELISA-BKM16, baseado em uma proteína recombinante TssB da bactéria Burkholderia mallei, causadora da doença.

O mormo, explica o organismo, é uma das mais antigas doenças conhecidas dos equinos, e representa de fato um risco potencial para os seres humanos, levando inclusive à morte.

Embora o mormo tenha sido erradicado de vários países, recuperou o status de uma doença reemergente devido a numerosos surtos recentes. Especificamente na América do Sul, a doença recuperou recentemente um alto interesse dos serviços veterinários, com vários surtos detectados nos últimos anos.

Nos estudos de avaliação do ELISA-BKM16, o desempenho deste teste foi investigada comparando o seu desempenho com outros testes existentes, como a fixação do complemento (FC) e o Western Blotting (WB). Os resultados foram satisfatórios, indicou o organismo internacional.

O teste desenvolvido pelo PANAFTOSA, apresentado como uma alternativa viável, oferece boas características de funcionamento – de sensibilidade e especificidade –, bem como vantagens de custo eficaz por causa da sua facilidade de aplicação laboratorial.

São parceiros da iniciativa o Instituto Biológico da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo; o Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Brasil; e os Centros Nacionais de Doenças Animais e a Agência de Inspeção de Alimentos do Canadá.

O organismo da OMS reforça, com isso, o compromisso de contribuir para o controle de zoonoses e melhorar a vigilância e o controle do mormo, por meio do desenvolvimento de uma ferramenta de diagnóstico para esta doença. Saiba mais sobre o tema clicando aqui.

Acesse o informe de desempenho do ELISA-BKM16 em espanhol clicando aqui e em inglês clicando aqui.