Centro da ONU contribuiu para ampliar alimentação escolar em países em desenvolvimento, revela relatório

AUMENTAR LETRA DIMINUIR LETRA

Em relatório independente sobre o Centro de Excelência contra a Fome da ONU, organismo criado há seis anos, gestores e especialistas em políticas de nutrição elogiaram o trabalho do organismo para promover a alimentação escolar e a agricultura familiar. Dos 66 entrevistados para a pesquisa, 71% relataram um aumento nas compras institucionais de alimentos que são produzidos localmente e, então, disponibilizados para o fornecimento de refeições em unidades de ensino.

O Centro de Excelência contra a Fome apoia países em desenvolvimento a reproduzir iniciativas brasileiras de alimentação escolar. Na imagem, criança se alimenta em centro do Programa Mundial de Alimentos na Região das Nações, Nacionalidades e Povos do Sul (SNNPRS), na Etiópia. Foto: PMA/Silvanus Okumu

O Centro de Excelência contra a Fome apoia países africanos e asiáticas a reproduzir iniciativas brasileiras de alimentação escolar. Na imagem, criança se alimenta em centro do Programa Mundial de Alimentos na Região das Nações, Nacionalidades e Povos do Sul (SNNPRS), na Etiópia. Foto: PMA/Silvanus Okumu

Em relatório independente sobre o Centro de Excelência contra a Fome da ONU, gestores e especialistas em políticas de nutrição elogiaram o trabalho do organismo para promover a alimentação escolar e a agricultura familiar. Dos 66 entrevistados para a pesquisa, 71% relataram um aumento nas compras institucionais de alimentos que são produzidos localmente e, então, disponibilizados para o fornecimento de refeições em unidades de ensino.

A entidade das Nações Unidas foi estabelecida em 2011 para prestar assistência a nações em desenvolvimento nas áreas de proteção social e segurança alimentar. Desde sua criação, mais de 70 Estados-membros já se envolveram de alguma forma com as atividades do Centro, que atualmente oferece apoio continuado a 28 países. A instituição ajuda gestores e políticos a elaborar planos de ação para erradicar a fome.

Divulgado no início de setembro (4), em Brasília, o relatório sobre o Centro foi elaborado a partir de consultas com 30 representantes de 19 governos nacionais, 18 representantes do Programa Mundial de Alimentos (PMA) — ao qual o Centro de Excelência é vinculado —, sete integrantes de seis parceiros institucionais e nove funcionários do próprio Centro. Objetivo das entrevistas era avaliar o impacto do organismo ao longo dos últimos seis anos.

Do total de entrevistados, 69% reconheceram a contribuição do Centro para aumentar a autonomia nacional na concepção e implementação de programas de alimentação escolar. Todos os que participaram da pesquisa concordaram que as atividades de capacitação realizadas pelo Centro são relevantes e respondem às necessidades específicas de cada contexto.

Em evento de apresentação da pesquisa, Melissa Pomeroy, especialista responsável pelo estudo, lembrou que o trabalho do Centro está ancorado nas experiências bem-sucedidas do Brasil para combater a fome por meio de fornecimento de refeições em instituições de ensino.

Também presente, o chefe de gabinete do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) do Brasil, Rogério Lot, alertou que, “em muitos países, a pobreza está concentrada em áreas rurais e, nesses contextos, associar a alimentação escolar com a agricultura familiar contribui para reduzir a pobreza”.

O diretor do Centro de Excelência, Daniel Balaban, informou que o organismo já recebeu missões de mais de 40 de países, que enviaram delegações ao Brasil para conhecer iniciativas de segurança alimentar. “O Centro de Excelência catalisou o estabelecimento de redes de alimentação escolar na África e na Ásia”, concluiu.

O relatório foi produzido por um consórcio de organizações independentes do Centro, como o Centro para Estudos e Articulação de Cooperação Sul-Sul e a Move Social. Acesse o documento na íntegra clicando aqui.


Mais notícias de:

Comente

comentários