Centro da ONU celebra Dia Africano de Segurança Alimentar e Nutricional na Costa do Marfim

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No Dia Africano de Segurança Alimentar e Nutricional, celebrado durante evento na semana passada (18) na Costa do Marfim, o diretor do Centro de Excelência contra a Fome, Daniel Balaban, lembrou o importante papel do Programa Mundial de Alimentos (PMA) e dos governos para eliminar a fome e a desnutrição no continente.

“Estamos com mais pressão do que nunca para superar esses desafios rapidamente e atingir o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável da Fome Zero”, disse.

Foto: PMA/Arssalan Serra

Foto: PMA/Arssalan Serra

No Dia Africano de Segurança Alimentar e Nutricional, celebrado durante evento na semana passada (18) na Costa do Marfim, o diretor do Centro de Excelência contra a Fome, Daniel Balaban, lembrou o importante papel do Programa Mundial de Alimentos (PMA) e dos governos para eliminar a fome e a desnutrição no continente.

O tema das celebrações deste ano foi “Promoção de Sistemas Alimentares Sustentáveis para Dietas Saudáveis e Melhor Nutrição”. O evento reuniu cerca de 180 representantes de 25 países para compartilhar experiências e discutir os desafios de garantir segurança alimentar e nutricional para todos.

O propósito do Dia Africano de Segurança Alimentar e Nutricional é intensificar os compromissos políticos e financeiros em todos os níveis para responder aos atuais desafios de segurança alimentar e nutricional na África.

O dia serve como plataforma nos níveis nacional, regional e continental para o compartilhamento de experiências, conhecimentos e aprendizagem mútua, assim como para o monitoramento do progresso de governos e parceiros em garantir segurança alimentar e nutrição para todos.

Em seu discurso de abertura no evento, Balaban destacou a importância do compromisso dos governos em acabar com a fome e a desnutrição. “Estamos conscientes de que atingir nossas ambições até 2030 vai requerer que não apenas o PMA, mas todo o mundo garanta o acesso à alimentação nutritiva durante todo o ano para eliminar a desnutrição, ampliar as oportunidades econômicas no meio rural, prevenir o desperdício de alimentos e promover o desenvolvimento agrícola sustentável”, disse.

“Estamos com mais pressão do que nunca para superar esses desafios rapidamente e atingir o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável da Fome Zero”, completou.

Desafios africanos

A necessidade de investimentos em nutrição nunca foi tão alta. O PMA tem trabalhado com a União Africana e vários países do continente para avaliar o impacto da má-nutrição, por meio do estudo “Custo da Fome na África”.

O levantamento traduz em números a carga da desnutrição: 44% da mortalidade infantil na África está associada à desnutrição, e apenas uma em cada cinco crianças sofrendo de desnutrição recebe atendimento médico adequado.

Isso se reflete no desenvolvimento das crianças e em sua capacidade de aprender. O estudo revela que 18% da repetência escolar está associada à desnutrição e que crianças desnutridas têm 3,6 anos de estudo a menos.

“A força de trabalho é impactada por essas tendências, e todos esses fatores resultam em perdas econômicas e humanas para os países. Este é um fato impressionante: os custos anuais associados à desnutrição infantil podem chegar a 16,5% do PIB de um país”, ressaltou Balaban.

Em reconhecimento à inaceitável e crônica crise de fome e má-nutrição na África, os chefes de Estado da União Africana declararam o Dia Africano de Segurança Alimentar e Nutricional, durante a 15ª Sessão Ordinária da Cúpula da União Africana, realizada em Kampala, Uganda, em julho de 2010.

Desde a comemoração inaugural em Lilongwe, Malawi, no dia 31 de outubro de 2010, o dia foi comemorado sete vezes.


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