Conselho de Segurança da ONU pede restabelecimento do acordo de paz em Mali

Com a retomada de processo de negociação, o conselho pediu respeito ao cessar-fogo, construção de confiança mútua e compromisso com comunidades e organizações civis do norte do Mali.

Membro da Força de Paz da ONU do Níger em patrulha em Gao, no Mali. Foto: MINUSMA / Marco Dormino

Membro da Força de Paz da ONU do Níger em patrulha em Gao, no Mali. Foto: MINUSMA / Marco Dormino

Com a retomada do processo de negociação inter-Mali em Alger, capital da Argélia, agendada para o último domingo (19), o Conselho de Segurança da ONU convocou todos as partes em Mali a “se engajar com boa fé e em espírito de compromisso” nos debates direcionados ao estabelecimento de um acordo de paz compreensivo e inclusivo.

O Conselho de Segurança pediu que as partes respeitem o cessar-fogo que já dura alguns meses e que rapidamente se envolvam em acordos de medidas relevantes para a construção da confiança mútua.

Além disso, o órgão das Nações Unidas enfatizou a importância de expandir o compromisso com todas as comunidades do norte do Mali, contando com as organizações da sociedade civil para alcançar um acordo de paz compreensivo e inclusivo. O objetivo é encontrar uma resolução política durável à crise atual, além de garantir a manutenção da paz a longo prazo e a estabilidade através da unidade e da integridade do país.

Apesar de avanços iniciais de segurança em 2013, a situação na região norte do Mali se deteriorou desde o começo deste ano. A restauração das atividades econômicas e de desenvolvimento foi impedida pelo aumento de incidentes envolvendo dispositivos explosivos – geralmente direcionados a forças de segurança locais e internacionais.

O anúncio da retomada das negociações foi feito em meio a uma série de ataques violentos contra a Missão da ONU no país (MINUSMA), incluindo um ataque a bomba e uma emboscada que mataram nove membros das forças de paz na região de Gao. Em comunicado oficial da última sexta-feira (17), os membros do conselho incitaram os grupos armados a demonstrar seu comprometimento em cooperar com as Nações Unidas e com as Forças de Paz.