Causas da crise rohingya devem ser resolvidas em Mianmar, diz agência da ONU

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Quase seis meses depois de uma onda de violência fazer com que 700 mil rohingya deixassem Mianmar em busca de segurança em Bangladesh, oficial das Nações Unidas disse na terça-feira (13) que é hora de enfrentar as causas do problema, incluindo décadas de repressão contra essa minoria dentro do país.

Refugiados rohingya, incluindo mulheres e crianças, atravessam fronteira de Mianmar para Bangladesh pelo distrito de Cox’s Bazar. Foto: UNICEF/LeMoyne

Refugiados rohingya, incluindo mulheres e crianças, atravessam fronteira de Mianmar para Bangladesh pelo distrito de Cox’s Bazar. Foto: UNICEF/LeMoyne

Quase seis meses depois de uma onda de violência fazer com que 700 mil rohingya deixassem Mianmar em busca de segurança em Bangladesh, oficial das Nações Unidas disse na terça-feira (13) que é hora de enfrentar as causas do problema, incluindo décadas de repressão contra essa minoria dentro do país.

“Estamos agora em uma corrida contra o tempo como uma nova emergência surgindo”, disse o alto-comissário da ONU para os refugiados, Filippo Grandi, ao Conselho de Segurança, via videoconferência em Genebra.

Ele disse que a área de Kutupalong, no distrito de Cox’s Bazar, em Bangladesh, é agora o maior campo de refugiados do mundo, e com a temporada de fortes ventos se aproximando, a estimativa é de que 107 mil refugiados estejam vivendo em áreas de risco de enchentes e deslizamentos.

“O governo de Bangladesh está preparando um amplo plano de emergência, mas o apoio internacional precisa ser ampliado para evitar uma catástrofe”, disse, enfatizando que “como dissemos repetidamente, resolver esta crise significa encontrar soluções em Mianmar”.

Ele disse que as condições ainda não são propícias para a repatriação voluntária dos refugiados rohingya a Mianmar.

A crise de refugiados começou em meados de agosto do ano passado, quando as forças armadas de Mianmar lançaram uma operação de segurança no norte do estado de Rakhine, o que fez com que milhares de crianças, mulheres e homens fugissem para a fronteira de Bangladesh em busca de segurança.

“As causas de sua fuga não foram enfrentadas, e ainda temos que ver progresso significativo em enfrentar a exclusão e a negação de direitos que se aprofundaram nas últimas décadas, provocadas pela falta de cidadania”, disse Grandi.

“É hora de acabar com esse ciclo repetido e devastador de violência, deslocamento e apatridia para investir em medidas tangíveis, substanciais, que iniciem a superação da profunda exclusão à qual a comunidade rohingya esteve submetida por tanto tempo”, acrescentou.


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