Casos de dengue quintuplicaram no continente americano entre 2003 e 2013, alerta OPAS/OMS

2013 foi um dos anos mais epidêmicos da história do continente americano, com 2,3 milhões de casos da doença. OPAS estima que quase 500 milhões de pessoas estão em risco de contrair dengue.

O Aedes aegypti é o vetor do vírus da dengue e da febre amarela. Foto: Wikimedia Commons/Matti Parkkonen

Os casos de dengue quintuplicaram no continente americano entre 2003 e 2013, segundo dados da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS/OMS) divulgados nesta quinta-feira (29), em um encontro regional que analisou a situação e as estratégias contra a dengue durante essa década.

Entre 2009 e 2012, foram notificados anualmente, em média, mais de um milhão de casos, com mais de 33.900 casos graves e 835 mortes. O ano de 2013 foi um dos anos mais epidêmicos da história do continente, com mais de 2,3 milhões de casos da doença, 37.705 casos graves e 1.289 mortes. Em comparação, em 2003, foram relatados 517.617 casos na região.

“Controlar o mosquito Aedes aegypti, o transmissor da doença, é um grande desafio regional e global”, disse o diretor do Departamento de Doenças Transmissíveis e Análise de Saúde da OPAS/OMS, Marcos Espinal. “Todos os setores do governo, as comunidades e as famílias devem trabalhar em conjunto para combater o vetor e controlar esta doença, que não conhece fronteiras nem limites, que afeta todas as pessoas de forma igual e que não é apenas um problema do setor de saúde.”

Segundo a OPAS/OMS, a urbanização descontrolada e sem planejamento, a falta de serviços básicos nas comunidades e a falta de gestão ambiental, bem como a mudança climática, são os principais fatores que contribuem para continuação e o crescimento do problema.

No continente americano, quase 500 milhões de pessoas estão em risco de contrair dengue.

Apesar do aumento dos casos de dengue, a taxa de mortalidade causada pelo vírus nas Américas caiu de 0,07% para 0,05%, nos últimos três anos, uma redução atribuída ao melhor atendimento clínico aos pacientes por seguir as novas diretrizes da OPAS/OMS, criadas em 2010. A OPAS estima que 1.500 mortes foram prevenidas ano passado devido a um melhor atendimento, representando mais de 25 % de todas as mortes do vírus na década anterior.