Casa da ONU no Brasil ganha iluminação laranja para marcar os 16 dias pelo Fim da Violência contra as Mulheres

A sede da Organização das Nações Unidas no Brasil – a Casa da ONU Complexo Sérgio Vieira de Mello, em Brasília, terá seu prédio iluminado de laranja de 25 de novembro a 10 de dezembro, para marcar os 16 dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres.

A ação é coordenada pela ONU Mulheres e a iniciativa O Valente não é Violento, que mobiliza o Sistema ONU Brasil, na campanha do secretário-geral UNA-SE pelo Fim da Violência contra as Mulheres.

A mobilização anual começou em 1991, quando mulheres de diferentes países, reunidas pelo Centro de Liderança Global de Mulheres (CWGL), elaboraram a campanha dos 16 Dias de Ativismo com o objetivo de promover o debate e denunciar as várias formas de violência contra as mulheres no mundo.

O período escolhido para a campanha se inicia no dia 25 de novembro, declarado como o Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra as Mulheres, e termina no dia 10 de dezembro, no Dia Internacional dos Direitos Humanos, vinculando a luta pela não violência contra as mulheres e a defesa dos direitos humanos.

Dia Laranja

Em julho de 2012, a campanha UNA-SE pelo Fim da Violência contra as Mulheres, do secretário-geral das Nações Unidas, proclamou o dia 25 de cada mês como um Dia Laranja. Em todo o mundo, agências das Nações Unidas e organizações da sociedade civil utilizam esses dias para dar mais visibilidade às questões que envolvem a prevenção e a eliminação da violência contra mulheres e meninas.

Nesta terça-feira (25/11), a ONU Mulheres e seus parceiros realizarão eventos marcados pela cor laranja em todo o mundo, para aumentar a conscientização e mostrar solidariedade para com as sobreviventes de abuso. Entre eles, está a iluminação das sedes da ONU em Nova York e em Brasília.

O objetivo dessa campanha é desconstruir comportamentos sociais e culturais que exaltam a violência, trazer os homens para participar dessa luta e mostrar que esse é um problema de todos.

Conforme a pesquisa Tolerância Social à Violência contra as Mulheres do IPEA mostra, 58% dos homens concordam, total ou parcialmente que “se as mulheres soubessem se comportar haveria menos estupros”. E 63% concordam, total ou parcialmente, que “casos de violência dentro de casa devem ser discutidos somente entre os membros da família”. Além disso, 89% dos entrevistados tenderam a concordar que “a roupa suja deve ser lavada em casa” e 82% quem “em briga de marido e mulher não se mete a colher”.

Ao mesmo tempo, existe uma opinião forte contrária à violência, uma vez que 89% dos homens afirmaram na pesquisa discordar da afirmação “um homem pode xingar e gritar com sua própria mulher”, e 91% acham que “o homem que bate na esposa tem que ir para a cadeia”.

Ao menos 1 entre 3 mulheres sofrem com a violência no mundo. No Brasil, a cada quatro minutos, uma mulher é vítima de agressão, e mais de 43 mil mulheres foram assassinadas nos últimos dez anos, de acordo com pesquisa do Instituto Avon e do Data Popular, Percepções dos homens sobre a violência doméstica contra a Mulher (2013).

Hoje, cerca de 150 países desenvolvem a campanha dos 16 Dias de Ativismo. No Brasil, ela é realizada desde 2003 por meio de ações de mobilização e esclarecimento sobre o tema. No país, o início da campanha foi antecipado para o dia 20 de novembro – Dia Nacional da Consciência Negra – pelo reconhecimento da opressão e discriminação históricas contra a população negra e, especialmente, as mulheres negras brasileiras que são as principais vítimas da violência de gênero.

O Valente não é Violento

É uma iniciativa dentro da campanha UNA-SE Pelo Fim da Violência contra as Mulheres, do secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, que conta com o envolvimento de todas as agências da ONU e é coordenada pela ONU Mulheres.

Tem como objetivo estimular a mudança de atitudes e comportamentos dos homens, enfatizando a responsabilidade que devem assumir na eliminação da violência contra as mulheres e meninas. Desse modo, a juventude da América Latina e do Caribe poderá ter uma vida livre da violência machista.

A iniciativa convida as pessoas a repensar e transformar os estereótipos, ou seja, as ideias pré-concebidas dos papéis sociais denominados femininos ou masculinos e das crenças sobre o que as mulheres e os homens devem ser ou fazer. Afinal, essas ideias profundamente arraigadas em nossas culturas são a base da desigualdade de gênero, da discriminação das mulheres e, consequentemente, da violência exercida contra elas. “O Valente não é Violento” quer contribuir para a erradicação das práticas culturais danosas e dos comportamentos prejudiciais às mulheres e meninas gerados por pressões de grupos sociais machistas.

Informações à imprensa
Isabel Clavelin
Assessora de Comunicação da ONU Mulheres
E-mail: isabel.clavelin@unwomen.org
61 3038 9140 | 8175 6315

Amanda Kamanchek
Coordenadora do Valente não é Violento – www.ovalentenaoeviolento.org.br
E-mail: amandalemos.onumulheres@gmail.com

Casa da ONU – Complexo Sérgio Vieira de Mello
SEN Quadra 802, Conjunto C Lote 17 – Brasília/DF – Brasil