Cartunista Angeli doa venda de ilustração à Agência da ONU para Refugiados

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Os fãs do cartunista Angeli que comprarem, até o fim do ano, a ilustração “O Mundo em Fuga” estarão apoiando a causa do refúgio. Durante este período, o lucro obtido com a venda da ilustração será doado ao ACNUR (Agência da ONU para Refugiados). A obra está disponível – em edição limitada de 150 exemplares – na galeria online do cartunista.

A ilustração “O Mundo em Fuga” , de Angeli (reprodução/ACNUR)

A ilustração “O Mundo em Fuga” , de Angeli (reprodução/ACNUR)

Os fãs do cartunista Angeli que comprarem, até o fim do ano, a ilustração “O Mundo em Fuga” estarão apoiando a causa do refúgio. Durante este período, o lucro obtido com a venda da ilustração será doado ao ACNUR (Agência da ONU para Refugiados). A obra está disponível – em edição limitada de 150 exemplares – na galeria online, que pode ser visitada em www.angelimatador.com/loja.

A parceria entre Angeli – um dos mais famosos cartunistas do Brasil – e o ACNUR se iniciou em 2016, quando o artista foi convidado a participar da exposição #RefugiArte – A crise de refugiados pelo olhar de artistas latino-americanos, promovida pela agência em parceria com mais de 40 artistas de Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Equador, Paraguai, Peru e Uruguai.

“O Mundo em Fuga” foi produzida especialmente para a #RefugiArte, que já passou por Argentina, Peru, Equador e Chile.

Com a ilustração, os compradores receberão um certificado de autenticidade numerado e assinado pelo artista, com um selo holográfico, a logomarca do ACNUR e a mensagem: “Adquirindo esta gravura, você contribui com a Agência da ONU para Refugiados”. A ilustração, em impressão giclée em papel Hahnemuhle Photo Rag – 308 gsm, estará à venda em 3 tamanhos (55X100 cm, 30X60 cm e 24X48 cm).

De acordo com a última edição do relatório “Tendências Globais”, do ACNUR, o número de refugiados no mundo já ultrapassa 20 milhões de pessoas. Segundo o Comitê Nacional para os Refugiados (CONARE), 9.552 pessoas, de 82 nacionalidades distintas, já tiveram sua condição de refugiadas reconhecida no Brasil. Apenas no ano passado, 32% das pessoas que solicitaram refúgio no país eram mulheres.

Arnaldo Angeli Filho nasceu em 1956, em São Paulo. Angeli, um dos mais conhecidos e premiados chargistas brasileiros, é autor de vários livros e participou de diversos festivais europeus. Teve trabalhos publicados na Alemanha, França, Itália, Espanha, Argentina e em Portugal.

Por mais de 40 anos, trabalhou com exclusividade como chargista para o jornal Folha de São Paulo e para o site Universo OnLine (UOL). Desenvolveu alguns quadrinhos animados para a Internet e para o Cartoon Network. Foi um dos 100 artistas mundiais homenageados pelo Google e teve seus trabalhos expostos nas interfaces de busca do Google. É um dos idealizadores e editores do projeto Baiacu.

Sobre a exposição #RefugiArte

O #Refugiarte nasceu como uma iniciativa do Escritório Regional para o Sul da América Latina do ACNUR. Ele começou a tomar forma no dia 20 de junho de 2015 no âmbito do Dia Mundial dos Refugiados. Naquela época, vários artistas expressaram sua solidariedade com a publicação de ilustrações que mostram a situação dramática em que milhões de refugiados viveram e ainda vivem.

Esse foi o ponto culminante que levou outros artistas da região a aderir a esta iniciativa, que foi transformada em exposição itinerante. A exposição esteve presente em vários lugares da Argentina, Chile, Equador e Peru, com o objetivo de destacar e sensibilizar, por meio da arte, sobre as necessidades de proteção dos refugiados e outras pessoas afetadas pela violência, discriminação e intolerância em grandes crises humanitárias.

Sobre o ACNUR

O ACNUR (Agência da ONU para Refugiados) foi criado em dezembro de 1950, por resolução da Assembleia Geral da ONU. Desde então, trabalha para garantir que qualquer pessoa possa exercer o direito de buscar e obter refúgio em outro país e, caso deseje, regressar ao seu país de origem.

Nas últimas décadas, o deslocamento de refugiados cresceu e tomou dimensões mundiais. Estatísticas recentes revelam que mais de 65,6 milhões de pessoas no mundo foram forçadas a se deslocar em virtude de conflitos, perseguições e violações de direitos humanos – entre elas cerca de 20 milhões de refugiados.

O ACNUR já auxiliou dezenas de milhões de pessoas a recomeçar suas vidas. Por meio de parcerias com centenas de organizações não governamentais, presta assistência e proteção a mais de 60 milhões de pessoas.

Ao contrário das demais agências, programas e fundos da ONU, o ACNUR se mantém por meio de contribuições voluntárias dos países e doações arrecadadas junto ao setor privado e doadores individuais. A Agência da ONU para Refugiados já recebeu o Prêmio Nobel da Paz em duas ocasiões (1954 e 1981).


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