Carta das Nações Unidas: Organização comemora 70 anos de assinatura do seu documento de fundação

Secretário-geral da ONU celebra a fundação da ONU e apela à comunidade internacional que renove seu compromisso com um futuro melhor para todos.

O Ministro das Relações Exteriores do Brasil, Pedro Leão Velloso, assina a Carta das Nações Unidas, na Conferência de São Francisco, que criou a Organização. 26 de junho de 1945. Foto: ONU/McLain

O Ministro das Relações Exteriores do Brasil, Pedro Leão Velloso, assina a Carta das Nações Unidas, na Conferência de São Francisco, que criou a Organização. 26 de junho de 1945. Foto: ONU/McLain

Em 26 de junho de 1945, as Nações Unidas nasciam das cinzas e escombros da Segunda Guerra Mundial, quando delegados de 50 nações – incluindo o Brasil – se uniram para assinar a Carta das Nações Unidas – documento fundador da Organização e os alicerces da paz e do desenvolvimento global.

Setenta anos mais tarde, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, celebra a fundação da ONU e apela à comunidade internacional que renove seu compromisso com um futuro melhor para todos.

“À medida que as diferenças entre nacional e internacional continuam desaparecendo, os desafios enfrentados por um se transformam nos desafios enfrentados por todos, às vezes gradualmente, mas muitas vezes de forma repentina”,  disse o secretário-geral em um artigo publicado nesta sexta-feira (26). “Com nossos destinos cada vez mais entrelaçados, nosso futuro deve ser de cooperação – nações unidas por um espírito de cidadania global, que faça jus à promessa do nome da Organização”.

Ban reiterou sua esperança de que a família humana “se reúna com maior determinação para trabalhar para um futuro mais seguro e sustentável para ‘nós os povos’, em nome dos quais a Carta foi escrita”. E acrescentou que o “objetivo é a transformação: somos a primeira geração que pode acabar com a pobreza na Terra – e a última para agir para evitar os piores impactos de um mundo em aquecimento.”

O secretário-geral recordou o seu primeiro encontro com a ONU, que remonta a sua infância durante a Guerra da Coreia, quando, como uma pessoa deslocada fugindo de sua aldeia em chamas, ele e sua família contaram com a Organização para resgatá-los. Sua família, ele disse, foi salva da fome por operações humanitárias da ONU e, quando surgiram dúvidas sobre se o mundo estava preocupado com o seu sofrimento, “tropas de muitos países sacrificaram suas vidas para restabelecer a paz e a segurança”.

Apesar do trauma indelével que o conflito teve em sua infância, Ban lembrou que sua primeira experiência com a Organização lhe transmitiu a plena convicção da imensa diferença que as Nações Unidas podem fazer na vida das pessoas do mundo.

Leia o artigo do secretário-geral A Carta da ONU aos 70 anos: Rumo a um futuro mais seguro e sustentável para “nós os povos”.


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