Caritas de SP promove encontro para sensibilizar sociedade sobre situação dos refugiados

No último sábado (1), a Caritas Arquidiocesana de São Paulo realizou a quarta edição do evento Portas Abertas, que este ano também celebrou os 49 anos da instituição, parceira da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

O encontro buscou fornecer informações sobre refúgio, sensibilizar a sociedade e reverter percepções distorcidas sobre refugiados.

Evento ofereceu a oportunidade para roda de conversa com refugiados e refugiadas de países como Mali, República Democrática do Congo, Guiné Conacri, Síria e Venezuela. Foto: Renata Machado

Evento ofereceu a oportunidade para roda de conversa com refugiados e refugiadas de países como Mali, República Democrática do Congo, Guiné Conacri, Síria e Venezuela. Foto: Renata Machado

No último sábado (1), a Caritas Arquidiocesana de São Paulo realizou a quarta edição do evento Portas Abertas, que este ano também celebrou os 49 anos da instituição, parceira da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

O encontro buscou fornecer informações sobre refúgio, sensibilizar a sociedade e reverter percepções distorcidas sobre refugiados.

Nesta edição, a programação incluiu visitas guiadas no espaço onde ocorrem os atendimentos do Centro de Referência para Refugiados. Quem passou por lá ainda pôde comprar comida típica da Síria e do Congo.

Houve ainda uma roda de conversa com refugiados e refugiadas de países como Mali, República Democrática do Congo, Guiné Conacri, Síria e Venezuela.
A mediação ficou por conta do malinês Moussa, voluntário na Caritas, que compartilhou algumas questões referentes ao seu país e a experiência de atender pessoas que enfrentam as mesmas dificuldades pelas quais passou.

A venezuelana Yilmary falou sobre como foi recomeçar a vida no Brasil, e a responsabilidade de proporcionar um futuro melhor para os filhos. Ressaltou que “a mulher refugiada tem que estar em todos os espaços”, destacando inclusive o empreendedorismo como forma de empoderamento.

Já o congolês Alphonse começou seu relato trazendo alguns fatos históricos de seu país que facilitam a compreensão da situação política atual. Entretanto, não deixou de abordar as barreiras existentes no processo de integração no Brasil: “como [nós, refugiados] vamos aprender português, por exemplo, se há brasileiros que não querem conversar?”.

Também fez parte do Portas Abertas uma exposição com cartazes indicando dados do último relatório do Centro de Referência para Refugiados. Diariamente, o centro atende entre 100 e 120 pessoas entre refugiados e solicitantes de refúgio.

Percepções do público e música

Quem passou pela quarta edição do evento levou consigo informação relevante sobre o tema do refúgio. “Foi muito enriquecedor trocar experiências e conhecer um pouco a realidade dos irmãos refugiados”, disse Diego Monteiro, um dos participantes.

Entre os cartazes, algumas histórias anônimas traziam narrativas de variadas situações vividas pelos refugiados, material que serviu para exemplificar os diversos motivos que trazem as pessoas ao Brasil.

“Foi um dia maravilhoso em que adquiri novas informações e vi exemplos lindos de superação”, escreveu a brasileira Neli Anjos sobre o Portas Abertas.

Ao final, duas apresentações musicais fizeram o público dançar. A primeira foi conduzida pelo sírio Abdul, que cantou uma canção famosa em seu país. Na sequência, todos desceram à rua e dançaram ao som da percussão tocada por Alpha (Guiné Conacri), formando uma grande roda.