Caribe e América Latina respondem por cerca de 27% dos homicídios do mundo, revela relatório do PNUD

Violência de gangues afeta de 2,8% a 4% do Produto Interno Bruto dos países do Caribe devido aos gastos em segurança e às perdas no turismo.

O Caribe e a América Latina respondem por cerca de 27% dos homicídios do mundo, revelou nesta quarta-feira (08/02) o primeiro Relatório de Desenvolvimento Humano com foco no Caribe. Os altos índices de criminalidade nos países caribenhos custam entre 2,8% a 4% do Produto Interno Bruto (PIB) ao ano, por conta de gastos em segurança e encarceramento de jovens, além das perdas na arrecadação de atividades de turismo, indústria e investimentos.

O “Relatório de Desenvolvimento Humano no Caribe 2012: Desenvolvimento Humano e a Mudança para Melhorar a Segurança dos Cidadãos”, preparado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD),  é o resultado da consulta a mais de 450 especialistas e reflete pesquisas com mais de 11 mil cidadãos em sete países: Antígua e Barbuda, Barbados, Guiana, Jamaica, Santa Lúcia, Suriname e Trinidad e Tobago.

De acordo com o documento, com exceção de Barbados e Suriname, todos os outros países do Caribe apresentaram crescimento nas taxas de homicídio nos últimos 12 anos. “Esse relatório aponta a necessidade de se repensar a abordagem de combate ao crime, à violência e como fornecer segurança”, afirmou a Admistradora do PNUD, Helen Clark.

Para reverter a tendência de crescimento da violência, o PNUD pede que governos locais implementem políticas preventivas contra criminalidade através da educação e forneça empregos às camadas sociais pobres urbanas. Além disso, o Programa afirma que as nações do Caribe precisam fortalecer as instituições públicas, lidar melhor com a violência infantil e gangues de rua, que raramente são punidas.