Campanha ‘Mais Direitos, Menos Zika’ é lançada em Porto Alegre com Dream Team do Passinho

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O lançamento da campanha “Mais Direitos, Menos Zika” ocorreu na quarta-feira (16) em Porto Alegre unindo representantes do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e parceiros, entre eles o grupo de funk Dream Team do Passinho.

A campanha de âmbito nacional promove o acesso a informação e aos insumos contraceptivos como estratégia para enfrentar a epidemia do vírus zika.

Dream Team do Passinho apresenta-se no lançamento de campanha do UNFPA em Porto Alegre. Foto: UNFPA

Dream Team do Passinho apresenta-se no lançamento de campanha do UNFPA em Porto Alegre. Foto: PMPA/Cristiane Rochol

O lançamento da campanha “Mais Direitos, Menos Zika” ocorreu na quarta-feira (16) em Porto Alegre unindo representantes do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e parceiros, entre eles o grupo de funk Dream Team do Passinho.

A campanha de âmbito nacional promove o acesso a informação e aos insumos contraceptivos como estratégia para enfrentar a epidemia do vírus zika.

O slogan “Eu quero Mais Direitos, Menos Zika” já vinha sendo anunciado ao longo de todo o Simpósio Internacional de Saúde da População Negra que começou na terça-feira (15), sob coordenação da Secretaria Municipal de Saúde de Porto Alegre.

Na plateia, profissionais de saúde e lideranças da sociedade civil acompanharam o lançamento da campanha que defende os direitos de todas e todos, em especial os direitos sexuais e reprodutivos que foram diretamente afetados pelo zika.

A cerimônia foi aberta pelo representante-adjunto do UNFPA, Yves Sassenrath, que lembrou que o vírus zika não é apenas uma emergência de saúde pública, mas, antes de tudo, uma emergência social. Por essa razão, a agência da ONU e seus parceiros colocam as pessoas no centro da resposta.

“A epidemia levantou muitas questões sobre saneamento, acesso à informação e disponibilidade de serviços de saúde. O impacto social dessas epidemias exige uma mobilização nacional para proteger os direitos fundamentais de mulheres, jovens e adolescentes em situação de vulnerabilidade”, afirmou Sassenrath.

Campanha é uma iniciativa do UNFPA, em parceria com Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS), ONU Mulheres, entre outros. Foto: UNFPA

Campanha é uma iniciativa do UNFPA, em parceria com Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS), ONU Mulheres, entre outros. Foto: UNFPA

A campanha é uma iniciativa do UNFPA, em parceria com a Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS), ONU Mulheres, Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS), Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (CONASEMS), Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ) e Coordenadoria Ecumênica de Serviço (CESE), além de entidades parceiras da sociedade civil. A ação tem ainda o apoio do DFID/Governo Britânico, Governo do Japão e da organização Canadem.

O UNFPA aproveitou a ocasião para apresentar materiais de comunicação que, a partir de agora, estarão disponíveis nos municípios de todo o país. A campanha #EuQueroMaisDireitosMenosZika estará também na mídia, incluindo mídias sociais, para alcançar o maior número de pessoas.

O secretário de Saúde de Porto Alegre, Fernando Ritter, defendeu que todas as pessoas tenham acesso a insumos que permitam saber como prevenir a tríplice epidemia de dengue, zika e chikungunya.

“Apoiamos essa iniciativa, defendemos em nossas unidades que as pessoas tenham o direito de decidir, mulheres e homens, quando querem engravidar, e cabe a nós profissionais dar toda a orientação”, afirmou. Ele anunciou que os materiais serão traduzidos para o crioulo, visando aos imigrantes haitianos, e que o mote de um dos cartazes — “Homem consciente se previne e se protege” — será slogan da campanha do Novembro Azul, focada na saúde integral do homem.

O presidente do CONASS, João Gabbardo dos Reis, lembrou que Porto Alegre teve cerca de 800 dos cerca de 200 mil casos de zika registrados no país, “mas isso não tira a responsabilidade do estado e dos municípios”.

Para o presidente do CONASEMS, Mauro Junqueira, o acesso à informação é fundamental “para que a gente possa exercer o direito e o dever, se cuidar, cuidar do nosso corpo; com acesso à informação, podemos ser mais felizes”.

Representando a sociedade civil, Lucia Xavier, da ONG Criola, lembrou que “é preciso continuar articulando com organizações, governos e sociedade para que possamos pensar novas possibilidades e, sobretudo, minimizar cada vez mais os efeitos da epidemia”.

O grupo de funk Dream Team do Passinho enfatizou, por sua vez, a importância da ação da campanha nas comunidades vulneráveis do Brasil. “A gente fez a música ‘Mais Direitos, Menos Zika’ para contribuir com a nossa galera que é a galera da favela, a galera da periferia. A gente tem que se cuidar, se prevenir, não só a mulher, como também o casal. E a gente, como jovens negros, está aqui junto com o UNFPA para continuar trabalhando”, disse a cantora e atriz Lellêzinha.

A cerimônia de lançamento terminou com um show do Dream Team do Passinho que, apesar da chuva, contou com centenas de pessoas dançando e cantando por “Mais Direitos, Menos Zika”, um movimento jovem e empoderado na luta por mais direitos e menos desigualdades sociais.


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