Campanha destaca qualificações profissionais de refugiados que buscam emprego no Brasil

Em parceria com o Programa de Apoio para a Recolocação dos Refugiados (PARR) e a empresa EMDOC, a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) lançou nas redes sociais a campanha “Talentos Invisíveis”, uma ação inédita para facilitar o ingresso de pessoas refugiadas no mercado de trabalho brasileiro. Até o final do ano passado, o Brasil abrigava 9.552 pessoas reconhecidas como refugiadas pelo governo federal.

Campanha 'Talentos Invisíveis' aborda desafios que refugiados enfrentam para se inserir no mercado de trabalho brasileiro. Imagem: Agência África

Campanha ‘Talentos Invisíveis’ aborda desafios que refugiados enfrentam para se inserir no mercado de trabalho brasileiro. Imagem: Agência África

Em parceria com o Programa de Apoio para a Recolocação dos Refugiados (PARR) e a empresa EMDOC, a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) lançou nas redes sociais a campanha “Talentos Invisíveis”, uma ação inédita para facilitar o ingresso de pessoas refugiadas no mercado de trabalho brasileiro. Até o final do ano passado, o Brasil abrigava 9.552 pessoas reconhecidas como refugiadas pelo governo federal.

Muitos deslocados forçados vivendo em território brasileiro enfrentam dificuldades — e preconceito — para conseguir um emprego, apesar de possuírem currículos excelentes e dominarem diversos idiomas.

A campanha “Talentos Invisíveis” chama atenção para as qualificações profissionais de refugiados de diferentes nacionalidades. O objetivo é representar a diversidade da população refugiada no Brasil e destacar seu potencial de contribuição para o crescimento do país. Com isso, o ACNUR e seus parceiros esperam também combater os estereótipos negativos frequentemente associados aos indivíduos em situação de refúgio.

Os refugiados que participam da campanha foram identificados pelo PARR a partir de seus currículos e experiências de trabalho. Todos já estão registrados na base de dados do Programa de Apoio, que disponibiliza currículos para as empresas interessadas em contratar refugiados e solicitantes de refúgio. A maioria do público de deslocados forçados está trabalhando em funções que não correspondem às suas qualificações.

A campanha apresenta vídeos, fotos e também perfis profissionais que atestam o preparo dos estrangeiros. Materiais estão disponíveis na página da campanha: www.talentosinvisiveis.com.br. No site, há canais de comunicação para que empregadores possam entrar em contato com o PARR. Para ter acesso aos CVs, é necessário ser cadastrado no LinkedIn.

“Muitas pessoas refugiadas no Brasil possuem uma excelente qualificação profissional. No entanto, enfrentam dificuldades no acesso ao mercado de trabalho, seja por falta de conhecimento ou sensibilização por parte dos empregadores. Esperamos que esta campanha dissemine a mensagem de que dar oportunidade às pessoas refugiadas de fato significa fomentar a diversidade e inovação nas empresas, além de contribuir com a autossuficiência social e econômica dessa população”, afirma a representante do ACNUR Brasil, Isabel Marquez.

“Todos os meses encaminhamos dezenas de refugiados para as empresas. Mesmo com o trabalho de conscientização que fazemos, nem sempre esses profissionais preenchem uma vaga condizente com sua formação. Esperamos que, com essa campanha, possamos começar a mudar essa realidade”, diz o idealizador do PARR e presidente da EMDOC, João Marques.

O PARR é uma iniciativa da EMDOC, consultoria jurídica especializada em mobilidade. Implementado desde 2011, o Programa de Apoio é parceiro do ACNUR e da Cáritas Arquidiocesana de São Paulo. A iniciativa já possui mais de 1,6 mil currículos cadastrados e conta com cerca de 200 empresas associadas.