Camboja: Com reajuste salarial, ONU pede apoio das marcas globais para a indústria da moda

O salário mínimo da indústria do vestuário e calçados em Camboja, que era de 61 dólares desde 2012, aumentou para 128 dólares em 2015, um reajuste projetado pela OIT.

Foto: Banco Mundial/Chhor Sokunthea

Foto: Banco Mundial/Chhor Sokunthea

Com o novo salário mínimo dos trabalhadores da indústria do vestuário e calçados em Camboja entrando em vigor no dia 1º de janeiro deste ano, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) pediu que as empresas e marcas globais adquirissem os produtos do país com o intuito de ajudar a desenvolver sua economia e indústria.

O salário mínimo da indústria do vestuário e calçados em Camboja, que era de 61 dólares desde 2012, aumentou para 128 dólares em 2015. Um reajuste projetado pela OIT, que já vem estudando o aumento dos salários a nível global das fábricas de vestuário, inclusive com gratificações e horas extras.

A OIT estima que as marcas globais precisam pagar as fábricas cambojanas cerca de 2,4% e 3% a mais para cobrir o deficit nas margens operacionais, devido à queda da receita líquida da venda dos produtos, e assumir os custos de produção e os pagamentos dos salários.

“É importante que todos os lados trabalhem juntos para garantir que a indústria de vestuário do Camboja continue sendo economicamente viável”, disse o diretor da OIT para a Tailândia, Camboja e Laos, Maurizio Bussi.

A nível global, as exportações da indústria de vestuário e do calçado faturam cerca de 6 bilhões de dólares por ano. O pequeno aumento pode gerar uma receita adicional de 160 milhões de dólares para apoiar os novos níveis salariais.