Camada de ozônio se recupera, mas permanece ameaçada, diz novo relatório da ONU

O Protocolo de Montreal ajudou a acabar com 97% da produção de substâncias destruidoras da camada de ozônio desde que foi implementado em 1987. Foto: PNUMA

De acordo o relatório do Programa da ONU para o Meio Ambiente (PNUMA) e da Organização Meteorológica Mundial (OMM), divulgado nesta quarta-feira (10), a camada de ozônio segue na direção certa para se recuperar significativamente até 2050.

O documento, intitulado “Avaliação Científica da Diminuição da Camada de Ozônio 2014“, é resultado de uma investigação de dois anos realizada por 300 cientistas de 36 países, incluindo o Brasil. Ele mostra que a recuperação foi atribuída graças à ação coletiva do Protocolo de Montreal, que desde 1987 tem estimulado os países a desenvolver políticas e ações para reduzir e eliminar progressivamente o uso de produtos químicos que destroem o ozônio.

“A ação internacional sobre a camada de ozônio é uma grande história de sucesso ambiental”, disse o secretário-geral da OMM, Michel Jarraud, em um comunicado à imprensa. Na ocasião, ele pediu uma ação maior e mais unificada para combater as alterações climáticas e reduzir as flutuações contínuas para composição do ozônio na atmosfera.

O relatório também observa que a situação da camada de ozônio em 2050 dependerá do nível de concentração de emissão, nos próximos anos, do CO2, metano e óxido nitroso — os três principais gases causadores do efeito estufa.