Brasileira que coordena resposta emergencial da ONU nas Filipinas faz balanço da situação

Segundo Luiza Carvalho, resposta humanitária começa a dar bons resultados, apesar dos muitos desafios logísticos a serem superados para que a ajuda chegue rapidamente às comunidades afetadas pelo tufão Haiyan.

Avião das forças armadas das Filipinas chega a Tacloban pouco após a passagem do tufão Haiyan. Foto: divulgação

Avião das forças armadas das Filipinas chega a Tacloban pouco após a passagem do tufão Haiyan. Foto: divulgação

A coordenadora de emergência e coordenadora residente das Nações Unidas nas Filipinas, a brasileira Luiza Carvalho, avalia que a resposta humanitária começa a dar bons resultados, apesar dos muitos desafios logísticos a serem superados para que a ajuda chegue rapidamente às comunidades afetadas pelo tufão Haiyan.

As operações de socorro aumentam diariamente – com ajuda chegando por terra, água e ar – e mais pessoas recebendo a assistência que precisam, graças à colaboração dos países que forneceram equipamentos e conhecimento técnico para ajudar a restaurar os serviços básicos.

“Precisamos de lanternas solares, que podem recarregar celulares para que as comunidades possam manter contato com familiares e estejam mais seguras à noite”, destacou.

A ONU já ajudou a restabelecer o sistema de água em Tacloban e, por meio do programa “Dinheiro por trabalho” (do inglês ‘cash-for-work’), mobilizou cerca de 200 mulheres e homens filipinos na limpeza dos escombros.

Uma campanha de vacinação de vitamina A e contra sarampo e poliomielite começou esta semana para imunizar 500 mil crianças. “Estamos e vamos continuar trabalhando com o Governo filipino e as autoridades locais como fizemos em calamidades anteriores”, disse a coordenadora, lembrando que “este é somente o começo”.

De acordo com a coordenação humanitária, 14,16 milhões de pessoas foram afetadas pelo supertufão que atingiu o país em 8 de novembro e 3,54 milhões estão deslocadas.

Luiza Carvalho assumiu os cargos de coordenadora residente das Nações Unidas e representante residente do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) para as Filipinas em setembro de 2012. Ela também é a coordenadora humanitária e responsável pela segurança da ONU no país.

Saiba mais sobre a situação humanitária em http://www.unocha.org/crisis/typhoonhaiyan

Informações e entrevistas


Gemma Cortes
Escritório das Nações Unidas de Coordenação de Assuntos Humanitários nas Filipinas
cortesg@un.org | + 63 (0) 92760.08974
A diferença de fuso horário entre Brasília e Manila é de 10 horas.