Brasil vai preparar militares estrangeiros de alto escalão para missões de paz da ONU

O Centro Conjunto de Operações de Paz do Brasil, localizado no Rio de Janeiro (RJ), recebeu neste mês (26) uma certificação da ONU para treinar militares de alto escalão de outros países que vão atuar em missões de paz das Nações Unidas.

Militares da missão de paz da ONU no Saara Ocidental patrulham região de Smara. Imagem de junho de 2010. Foto: ONU/Martine Perret

Militares da missão de paz da ONU no Saara Ocidental patrulham região de Smara. Imagem de junho de 2010. Foto: ONU/Martine Perret

O Centro Conjunto de Operações de Paz do Brasil, localizado no Rio de Janeiro (RJ), recebeu neste mês (26) uma certificação da ONU para treinar militares de alto escalão de outros países que vão atuar em missões de paz das Nações Unidas.

Conhecido pela sigla CCOPAB, o centro foi criado em 2005, para preparar o terceiro contingente militar brasileiro que seria enviado para a operação da ONU no Haiti. Atualmente, a instituição das Forças Armadas oferece uma série de capacitações para militares, policiais e civis que desejem atuar em missões das Nações Unidas ou em contextos de emergência humanitária.

Com a nova validação concedida pela ONU, o centro poderá preparar oficiais de Estado-Maior do Brasil e de outros países que alocam militares para as operações de paz.

Em entrevista à ONU News, em Nova Iorque, o conselheiro militar da Missão do Brasil nas Nações Unidas, o general do Exército Gerson Menandro Garcia de Freitas, lembrou o histórico de contribuições brasileiras para a formação dos chamados “capacetes azuis” — os oficiais que servem sob a bandeira da ONU em missões de paz.

“Nós devemos destacar, com bastante ênfase, a nossa participação na construção de capacidades, na educação e na melhoria do desenvolvimento, utilizando a nossa expertise, o nosso centro de paz e também de profissionais nossos e de equipes móveis de treinamento”, afirmou o dirigente na sexta-feira, antes de receber a certificação do Serviço Integrado de Treinamento das Nações Unidas.

“Nós temos sediado cursos, ministrado cursos no exterior e participado na elaboração de manuais. Ou seja, ajudando muito à ONU para melhorar o desempenho das suas tropas no terreno.”


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