Brasil sobe em ranking de acesso às tecnologias da informação em 2015, mas fica na 61ª posição

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Novo ranking de uso e acesso às tecnologias da informação e comunicação (TICs) publicado pela União Internacional de Telecomunicações (UIT) coloca a Coreia do Sul em primeiro lugar entre as economias mais avançadas do mundo na esfera das TICs, seguida por Dinamarca, Islândia e Reino Unido. O Brasil ficou em 61º lugar, uma melhora frente ao ranking de 2010, quando estava na 73ª posição.

Relatório da UIT ainda vê profundas desigualdade no acesso às tecnologias de informação e comunicação entre os países desenvolvidos e em desenvolvimento. Foto: EBC

Relatório da UIT ainda vê profundas desigualdade no acesso às tecnologias de informação e comunicação entre os países desenvolvidos e em desenvolvimento. Foto: EBC

Novo relatório publicado na sexta-feira (9) pela União Internacional de Telecomunicações (UIT) mostra que a disseminação das tecnologias da informação e comunicação (TICs) continua aumentando no mundo todo, estimulada por uma redução progressiva do preço dos serviços de telefonia e Internet em banda larga.

Os dados do relatório anual “UIT Medição da Sociedade da Informação 2015” colocam a Coreia do Sul em primeiro lugar entre as economias mais avançadas do mundo na esfera das TICs, seguida por Dinamarca, Islândia e Reino Unido. O Brasil ficou em 61º lugar, uma melhora frente ao ranking de 2010, quando estava na 73ª posição.

Dos dez países que lideram o ranking, oito são europeus. Os dois restantes estão na região da Ásia-Pacífico, com a Coreia do Sul em primeiro lugar e Hong Kong em nono. O Reino Unido passou da décima para a quarta colocação entre 2010 e 2015, enquanto a Suécia passou da segunda para a quinta posição.

O Índice de Desenvolvimento das TIC (IDI) dá uma pontuação para 167 países em função de seu nível de uso e acesso às TICs, e faz uma comparação entre os dados de 2010 e 2015. A maior parte dos países entre os 30 primeiros do ranking são de alta renda, o que mostra uma clara relação entre renda e avanço das TICs, disse a UIT.

A proporção da população global coberta pelas redes de celular está agora em 95%, enquanto o número de linhas de celular subiu de 2,2 bilhões em 2005 para estimadas 7,1 bilhões em 2015.

“O crescimento da penetração dos celulares no mundo todo desacelerou, enquanto o número de linhas se aproxima do número da população global, apesar de ainda haver espaço para o acesso universal avançar nos países em desenvolvimento”, disse o documento.

O número de assinaturas de banda larga móvel no mundo subiu de 800 milhões em 2010 para estimadas 3,5 bilhões em 2015. O número de assinaturas de banda larga fixa teve um avanço menor, para estimados 800 milhões atualmente.

Enquanto a cobertura da rede 3G cresceu de 45% para 69% da população mundial entre 2011 e 2015, essas redes permanecem ausentes de muitas áreas rurais em países pobres, especialmente na África.

Existem grandes diferenças entre os países desenvolvidos e em desenvolvimento, pois os valores do IDI chegam a ser em média duas vezes mais altos no mundo desenvolvido, segundo o documento.

O relatório indica o grupo de países com os níveis mais baixos de IDI — os chamados países menos conectados — e enfatiza a necessidade de que os tomadores de decisões e formuladores de políticas públicas prestem atenção especial a esse grupo.

Entre os países com menores índices estão Chade, Eritreia, Etiópia, Madagascar, Malauí, Guiné-Bissau, Sudão do Sul, República Democrática do Congo, Burkina Faso e Moçambique.

O Brasil está entre os países intermediários, com um IDI de 6,03 pontos. Outros países latino-americanos estão à frente do Brasil no ranking, como Argentina (52º lugar), Chile (55º lugar) e Uruguai (49º lugar).

A UIT alerta que além da diferença entre os países, há uma desigualdade digital dentro das nações, particularmente entre áreas rurais e urbanas. Em 2015, apenas 29% da população rural mundial era coberta por rede de Internet móvel 3G. As desigualdades também ocorrem entre o acesso de homens e mulheres e entre populações de baixa e alta renda.

No início de 2015, 111 economias (de um total de 160 com dados disponíveis) atingiram a meta de manter o custo dos serviços de banda larga abaixo de 5% da renda mensal média do país. No entanto, segundo a UIT, 22 países em desenvolvimento ainda têm preços de banda larga representando mais de 20% da renda média mensal.

“Essas conclusões indicam que um progresso significativo foi atingido rumo à acessibilidade, mas são necessárias mais medidas regulatórias e políticas para garantir reduções continuadas de preços para atingir as metas, particularmente nos países em desenvolvimento”, afirmou o documento.

Segundo o relatório, entre 2013 e 2014, os preços da telefonia continuaram a cair tanto nos países desenvolvidos como nos países em desenvolvimento, tanto em termos absolutos como relativos, apesar de a queda ter sido menor que a registrada em anos anteriores.

Clique aqui para acessar o relatório completo.


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