Brasil, Reino Unido, Moçambique e ONU discutem como combater pobreza e desigualdades de gênero

Em Maputo, o seminário “Parcerias inovadoras em Proteção Social, Segurança Alimentar e Nutricional e Gênero: Moçambique, Brasil, ONU e Departamento do Reino Unido para o Desenvolvimento Internacional (DFID)” reuniu especialistas e representantes de governos para discutir o impacto da cooperação Sul-Sul em Moçambique. Ocorrido em 3 e 4 maio, evento teve a participação do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e da ONU Mulheres.

Raul Chambote (PMA), Diana Sawyer (IPC-IG), Christiani Buani (PMA), Ute Meir (PMA), Rodrigo Baena Soares (Embaixada do Brasil), Álvaro da Silva (MINEC), Marcia de Castro (ONU), Bettina Maas (UNFPA) e Tatiana Teles (DFID) Foto: ONU Mulheres/Juliana Maia

Raul Chambote (PMA), Diana Sawyer (IPC-IG), Christiani Buani (PMA), Ute Meir (PMA), Rodrigo Baena Soares (Embaixada do Brasil), Álvaro da Silva (MINEC), Marcia de Castro (ONU), Bettina Maas (UNFPA) e Tatiana Teles (DFID)
Foto: ONU Mulheres/Juliana Maia

Em Maputo, o seminário “Parcerias inovadoras em Proteção Social, Segurança Alimentar e Nutricional e Gênero: Moçambique, Brasil, ONU e Departamento do Reino Unido para o Desenvolvimento Internacional (DFID)” reuniu especialistas e representantes de governos para discutir o impacto da cooperação Sul-Sul em Moçambique. Ocorrido em 3 e 4 maio, evento teve a participação do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e da ONU Mulheres.

Desde 2015, agências das Nações Unidas no Brasil e entidades ministeriais dos três países possuem parcerias para combater a miséria, a fome e as desigualdades entre homens e mulheres. Entre as iniciativas, a ONU Mulheres destaca os projetos “Brasil & África: combate à pobreza e empoderamento das mulheres por meio da Cooperação Sul-Sul” e “Parcerias Nacionais para Iniciativas de Desenvolvimento Social”.

Na abertura do seminário, a coordenadora-residente da ONU em Moçambique, Márcia de Castro, lembrou que a nação africana está entre as dez mais pobres do mundo. A dirigente apontou ainda que a cooperação Sul-Sul é um forte instrumento para a implementação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Na seção temática sobre empoderamento feminino, a ministra moçambicana de Gênero, Criança e Ação Social, Luisa Macuacua, afirmou que a parceria com a ONU e os outros países influenciou positivamente a gestão do Plano de Combate à Violência de Gênero. A chefe da pasta lembrou do apoio à sistematização de estatísticas para a formulação de relatórios nacionais e internacionais sobre desigualdades e violações dos direitos humanos.

O Brasil apresentou a agenda de trabalho da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SPM) abordou políticas para o empoderamento econômico das mulheres e pelo fim da violência de gênero. Entre os projetos e marcos apresentados, estavam o Programa Mulher, Viver Sem Violência e o Pacto Nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres.

Já a analista técnica de Políticas Sociais do Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário do Brasil, Luna Borges, considerou que a aproximação do ministério com a ONU Mulheres e o UNFPA contribuiu para uma maior sensibilização sobre as desigualdades de gênero.

Segundo Luna, a concepção do Encarte Mais igualdade para as mulheres brasileiras: caminhos de transformação econômica e social, publicação resultante da cooperação, ofereceu uma oportunidade para a própria pasta refletir sobre o impacto de suas políticas na vida das brasileiras.

Também participaram do seminário o Programa Mundial de Alimentos (PMA) e seu Centro de Excelência contra a Fome, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e o Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo (IPC-IG).