Brasil quer Conselho de Segurança da ONU ‘mais transparente e responsável’

Embaixador Antonio Patriota participa de reunião da Assembleia Geral que discute atuação do órgão e pede ação contra aumento do uso de armas convencionais no conflito na Síria.

Embaixador brasileiro na ONU, Antonio Patriota. Foto: ONU/Paulo Filgueiras

A Assembleia Geral da ONU discutiu nesta quinta-feira (21) um relatório sobre o trabalho do Conselho de Segurança. O documento destaca as ações do órgão realizadas entre agosto de 2012 e julho deste ano, de acordo com o serviço em português da Rádio ONU.

Representando o Brasil no encontro, o embaixador Antonio Patriota destacou que as decisões do Conselho são tomadas por apenas 15 países, mas estão ligadas a todos os 193 Estados que fazem parte da ONU.

Segundo Patriota, o Brasil acredita ser crucial que o Conselho de Segurança seja “mais transparente e responsável perante a Assembleia Geral”.

O embaixador disse estar satisfeito com os últimos acontecimentos na República Democrática do Congo e elogiou o trabalho da missão da ONU no país, a MONUSCO.

Sobre o Haiti, Patriota disse que a MINUSTAH, Missão das Nações Unidas para a Estabilização do país, continua com o plano gradual de reduzir sua força militar no país.

Mas o embaixador notou a falta de progressos no lado político, com “atrasos injustificáveis para a realização das eleições locais”, o que, segundo ele, é motivo de preocupação.

A Guiné-Bissau também foi citada por Patriota ao afirmar que “o engajamento do Conselho de Segurança continua sendo crucial” para o país africano lusófono.

O embaixador destacou que, na próxima semana, o representante da ONU na Guiné-Bissau, José Ramos-Horta, irá a Nova York para uma reunião no Conselho sobre a situação no país.

Patriota lamentou ainda a situação na Síria e pediu mais ação contra o aumento do uso de armas convencionais no conflito, que leva mais insegurança e instabilidade para a região.

O embaixador brasileiro também questionou quantos meses mais serão necessários para o Conselho de Segurança adotar uma posição comum contra a militarização da crise síria.