Brasil: ONU Mulheres pede justiça sobre assassinato da liderança indígena Kaiowá

Em nota pública divulgada nesta quinta-feira (6), a representante da agência da ONU pediu “rigor” e “celeridade” na investigação sobre o assassinato da liderança indígena Kaiowá Marinalva Manoel.

Marinalva Manoel, indígena da etnia kaiowá, foi brutalmente assassinada no Mato Grosso do Sul. Foto: reprodução

Marinalva Manoel, indígena da etnia kaiowá, foi brutalmente assassinada no Mato Grosso do Sul. Foto: reprodução

Em nota pública divulgada nesta quinta-feira (6), a representante da ONU Mulheres Brasil, Nadine Gasman, pediu “rigor” e “celeridade” na investigação sobre o assassinato da liderança indígena Kaiowá Marinalva Manoel, de 28 anos. Segundo relatos da imprensa, o corpo de Marinalva foi encontrado com diversas facadas no último sábado (1/11), na BR-163 em Dourados, a 214 km de Campo Grande (MS).

Segundo a nota da ONU Mulheres, a Kaiowá Marinalva Manoel era uma “mulher jovem obstinada que ousou defender os direitos dos povos indígenas, inclusive o de garantia à terra, e de sua ancestralidade, como ocorreu em 15 de outubro passado, quando esteve em Brasília como parte de comitiva indígena reunida com representantes do Judiciário”. Leia a nota abaixo:

NOTA PÚBLICA

O assassinato da liderança indígena Kaiowá Marinalva Manoel, de 28 anos, nos acomete de extremo pesar pela violência e pela truculência com que sua vida foi ceifada no último 1º de novembro, nas margens da BR-163, em Dourados (MS). Ela era uma das defensoras da demarcação da terra indígena Ñu Verá e integrante do Grande Conselho Guarani-Kaiowáda Aty Guassu. Frente ao perfil e às ameaças recebidas pela vítima, são evidentes os elementos de feminicídio, assassinato de mulheres por razão de gênero.

A Kaiowá Marinalva Manoel era uma mulher jovem obstinada que ousou defender os direitos dos povos indígenas, inclusive o de garantia à terra, e de sua ancestralidade, como ocorreu em 15 de outubro passado, quando esteve em Brasília como parte de comitiva indígena reunida com representantes do Judiciário.

Solicitamos ao poder público rigor e celeridade na investigação e justiça para o assassinato da jovem indígena Kaiowá. A familiares e aos povos indígenas do Brasil, manifestamos solidariedade.

Nadine Gasman
Representante da ONU Mulheres Brasil