Brasil, México e Uruguai mostram como segurança no trânsito pode ser melhorada

Brasil, México e Uruguai: esses três países latino-americanos implementaram medidas para reduzir a velocidade nas vias, limitar a direção sob efeito de bebida alcoólica, tornar obrigatório o uso do capacete para motociclistas, garantir que os condutores e passageiros usem o cinto de segurança e transportem crianças em equipamentos de retenção (cadeirinhas infantis). Também sancionaram e fizeram cumprir leis para reduzir as lesões e mortes no trânsito.

Esses são os exemplos destacados pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) na Quinta Semana Mundial das Nações Unidas pela Segurança no Trânsito, que acontece entre 6 e 12 de maio com o tema “lideranças em segurança no trânsito”.

Trânsito intenso em Brasília. Foto: ABr/Fabio Rodrigues Pozzebom

Trânsito intenso em Brasília. Foto: ABr/Fabio Rodrigues Pozzebom

Brasil, México e Uruguai: esses três países latino-americanos implementaram medidas para reduzir a velocidade nas vias, limitar a direção sob efeito de bebida alcoólica, tornar obrigatório o uso do capacete para motociclistas, garantir que os condutores e passageiros usem o cinto de segurança e transportem crianças em equipamentos de retenção (cadeirinhas infantis). Também sancionaram e fizeram cumprir leis para reduzir as lesões e mortes no trânsito.

Esses são os exemplos destacados pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) na Quinta Semana Mundial das Nações Unidas pela Segurança no Trânsito, que acontece entre 6 e 12 de maio com o tema “lideranças em segurança no trânsito”.

A cada ano, os acidentes de trânsito são responsáveis por aproximadamente 155 mil mortes nas Américas e milhares de lesões. Os acidentes de trânsito são a principal causa de morte entre crianças de 5 a 14 anos e a segunda entre adolescentes e jovens de 15 a 29 anos.

“As mortes e lesões no trânsito são uma crise de saúde pública evitável, pois as colisões e lesões podem ser prevenidas”, afirmou Eugenia Rodrigues, assessora regional em segurança no trânsito da OPAS. “As experiências exitosas do Brasil, do México e do Uruguai podem ensinar a outros países caminhos possíveis para tornar o trânsito mais seguro”, afirmou Rodrigues.

Salvador, a capital que reduziu em 50% as mortes por acidentes de trânsito

O programa implementado por Salvador (BA) quebrou barreiras intersetoriais e serviu de modelo para outras cidades ao reunir várias instituições com o objetivo comum de reduzir as mortes e lesões no trânsito.

Como resultado, o número de mortes decorrentes de acidentes nas vias caiu pela metade na cidade em um período de sete anos — 121 mortes em 2017 frente a 266 mortes em 2010, uma redução de 54%.

O Programa Vida no Trânsito em Salvador se destaca pelo trabalho compartilhado para a avaliação e qualificação de dados, por incluir a perspectiva de saúde nos debates sobre trânsito, por melhorar a infraestrutura para proteger os usuários mais vulneráveis, por investir na aplicação de leis de controle de alcoolemia entre condutores e por desenvolver ações de educação infantil.

Leia mais sobre essa experiência (espanhol).

México: Guanajuato compromete-se com segurança no trânsito

O exemplo do México mostra como o setor de saúde deve assumir a liderança e unir forças com outros setores — ação que salvou cerca de 10 mil vidas em um período de cinco anos.

A história de Guanajuato exemplifica como as políticas promovidas em nível nacional se traduziram em medidas e iniciativas concretas em nível estadual e municipal, levadas a campo por equipes entusiasmadas e comprometidas.

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Uruguai: políticas de segurança no trânsito reduzem a mortalidade

O Uruguai destaca os resultados positivos na redução da mortalidade nas vias a partir da aprovação e implementação de uma agência nacional que promoveu leis que abordaram de forma integral os principais fatores que afetam a segurança no trânsito, como velocidade e uso de álcool.

A iniciativa também revela que, para continuar avançando, é necessário enfrentar constantes desafios, como o cumprimento das leis em níveis local e subnacional, particularmente aquelas destinadas a proteger os usuários mais vulneráveis, como pedestres e motociclistas.

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