Brasil está entre os países mais perigosos do mundo para profissionais de mídia

Levantamento do Comitê de Proteção de Jornalistas (CPJ) colocava o Brasil como o 18º país mais perigoso para o exercício da profissão em 2010, com um jornalista morto. Dois anos depois, já estava em quarto lugar, com quatro assassinatos em represália a reportagens – perdendo apenas para Síria, Somália e Paquistão.

Jornalistas em Nova York durante coletiva de imprensa na ONU.

Levantamento do Comitê de Proteção de Jornalistas (CPJ) colocava o Brasil como o 18º país mais perigoso para o exercício da profissão em 2010, com um jornalista morto. Dois anos depois, já estava em quarto lugar, com quatro assassinatos em represália a reportagens – perdendo apenas para Síria, Somália e Paquistão.

O perigo cresce tão rapidamente que, segundo informações da imprensa brasileira, mais quatro profissionais de mídia foram assassinados de janeiro a abril deste ano. (Veja abaixo a lista de vítimas no país.)

O CPJ indica que entre os jornalistas mortos no Brasil desde 1992, 62% cobriam casos de corrupção; 46% crimes; 31% política; 15% direitos humanos; 4% negócios; e outros 4% esportes – as categorias são somadas em alguns casos.

Em 46% dos casos, ainda segundo o CPJ, as vítimas trabalhavam no jornalismo impresso; 38% em rádio; 19% em TV e 15% na Internet – as categorias também são somadas.

Em geral, são profissionais que vivem em cidades pequenas e trabalham em veículos de comunicação de abrangência local. A maior parte é morta a tiros.

De acordo com a ONG Repórteres Sem Fronteiras (RSF), desde 2002, no mundo inteiro foram assassinados por causa do exercício da profissão ao menos 736 jornalistas, 93 assistentes de mídia e 61 jornalistas cidadãos.

O cerceamento da liberdade de expressão dá-se, ainda, pela quantidade de profissionais presos por causa das matérias que estavam publicando ou apurando. A RSF contabiliza 174 jornalistas e 162 jornalistas cidadãos detidos somente este ano em todo o mundo.

Saiba mais sobre o contexto em www.segurancadejornalistas.org/contexto


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