Brasil e FAO realizam oficina para tornar produção de algodão mais competitiva na América do Sul

O algodão é produzido por mais de 150 países e é um dos 20 produtos mais exportados. Foto: Secom-MT/Mayke Toscano

A oficina Produção Sustentável de Algodão e o Solo como Base Para seu Desenvolvimento, realizada em novembro de 2015, teve o objetivo de enfatizar o papel do algodão para a agricultura familiar na América do Sul e sua contribuição para a geração de empregos e renda, além da segurança alimentar. O workshop aconteceu no escritório regional da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), em Santiago, Chile.

A oficina foi parte do projeto regional de Fortalecimento do Setor Algodoeiro por meio da Cooperação Sul-Sul, implementado pelo governo brasileiro, representado pela Agência Brasileira de Cooperação (ABC/MRE) e a FAO, além de países sócios participantes.

O representante regional da FAO para a América Latina e Caribe, Raúl Benitez, ressaltou a importância de alcançar um modelo de produção e consumo sustentável, levando à erradicação da fome até 2025 na região. Segundo Benitez, o algodão é produzido e consumido por mais de 150 países no mundo e está entre os 20 produtos mais exportados. Por isso, ele explica que é necessário que a região volte a produzir a fibra de forma mais competitiva, sustentável e articulada com as necessidades do desenvolvimento local.

No evento foram destacados os aspectos relevantes para o desenvolvimento da produção de algodão, juntamente com o fortalecimento dos agricultores familiares, como a importância da qualidade da semente e do solo; a gestão sustentável do cultivo combinado e do manejo de pragas; o apoio e fortalecimento das organizações de produtores de algodão; o desenvolvimento de assistência técnica a partir do Estado e outras instâncias; e o acesso a tecnologias e equipamentos adequados à produção e colheita do algodão, entre outros.