Brasil e FAO promovem encontro no Paraguai sobre estatísticas agroambientais

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Até amanhã (13), delegações de oito países da América Latina e Caribe estarão em Assunção, no Paraguai, para definir estatísticas comuns no monitoramento de políticas agroambientais. Cúpula é promovida pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e pelo Ministério do Meio Ambiente do Brasil. Com indicadores padronizados, será possível acompanhar a implementação das recomendações da agência da ONU sobre o tema.

Cultivo de cacau na Colômbia. Diretrizes da FAO visam equilibrar exploração agrícola e manejo sustentável da terra e recursos naturais. Foto: Banco Mundial/Scott Wallace

Cultivo de cacau na Colômbia. Diretrizes da FAO visam equilibrar exploração agrícola e manejo sustentável da terra e recursos naturais. Foto: Banco Mundial/Scott Wallace

Até amanhã (13), delegações de oito países da América Latina e Caribe estarão em Assunção, no Paraguai, para definir estatísticas comuns no monitoramento de políticas agroambientais. Cúpula é promovida pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e pelo Ministério do Meio Ambiente do Brasil. Com indicadores padronizados, será possível acompanhar a implementação das recomendações da agência da ONU sobre o tema.

Nos territórios latino-americanos e caribenhos, 37% das zonas cultiváveis já são utilizadas pela agricultura e 47% são ocupadas por florestas. Para garantir que a produção de alimentos na região esteja alinhada a modelos sustentáveis, a FAO estabeleceu as Diretrizes Voluntárias sobre Políticas Agroambientais, um conjunto de medidas sobre manejo de recursos naturais e impacto na natureza.

O encontro na capital paraguaia marca a etapa final de discussões sobre como avaliar a adoção dessas orientações. Evento começou nesta quinta-feira (12) e conta com a participação de representantes do Brasil, Colômbia, Costa Rica, Cuba, El Salvador, México, Panamá e Paraguai.

Desde 2012, o Ministério brasileiro do Meio Ambiente mantém um projeto com a FAO para difundir estratégias agroambientais na região, a fim de reduzir a miséria e a fome no meio rural. Publicadas em 2017, as diretrizes voluntárias da agência da ONU foram elaboradas a partir de consultas e debates não apenas com governos, mas também com organizações de agricultores, ambientalistas e sociedade civil.

Segundo a coordenadora regional de projetos da FAO, Jessica Casaza, as políticas indicadas pelo organismo internacional são baseadas num enfoque que vincula sociedade, território, meio ambiente e economia “de maneira mais harmônica”.

Para ampliar as políticas agroambientais, o Paraguai criou um painel interinstitucional, que definiu um plano com o intuito de adaptar e concretizar as estratégias da FAO. A inciativa paraguaia também foi concebida em acordo com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas (ODS).


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