Brasil e FAO contribuem para Programa Escolar de Alimentação Sustentável no Caribe

Governos do Brasil e de países caribenhos se reuniram com a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura para analisar a experiência na ilha de Santa Lúcia e expandir a iniciativa para outros países.

Adoção de políticas para ajudar a população mais vulnerável, como a merenda escolar no Brasil, ajudaram a diminuir a fome na região. Foto: SECOM/Adenilson Nunes

Adoção de políticas para ajudar a população mais vulnerável, como a merenda escolar no Brasil, ajudaram a diminuir a fome na região. Foto: SECOM/Adenilson Nunes

Representantes da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), do governo brasileiro e de países caribenhos se reuniram entre os dias 2 a 4 de dezembro para fazer uma análise sobre a experiência piloto do Programa Escolar de Alimentação Sustentável em Santa Lúcia e desenvolver um plano de cooperação mais abrangente para toda a região, informou a FAO na última terça-feira (23).

A iniciativa foi realizada pela cooperação entre a FAO, o Brasil e os governos caribenhos. O evento teve objetivo de aumentar a capacidade dos governos de desenvolver estes programas na região caribenha, por meio da perspectiva do programa Santa Lúcia, iniciado em 2015.

Segundo o consultor da FAO sobre governança e segurança alimentar, Jorge O’Ryan, o programa assegura um mercado sustentável para a venda de produtos agrícolas produzidos localmente, além de promover, por meio da educação, hábitos alimentares saudáveis entre as crianças.

Ele destacou que o Programa Escolar de Alimentação deve ir além de uma iniciativa de apoio e se tornar uma ferramenta de transformação social.

Apesar do sucesso da iniciativa, alguns desafios para a sustentabilidade a longo prazo do projeto continuam, como: níveis insuficientes de compromisso das partes interessadas no fornecimento do programa; locação do orçamento financeiro dos governos e a falta de quadros de regulamentação e legais claros; e o monitoramento e controle social da iniciativa, de acordo com a FAO.

Os representantes das partes interessadas tiveram a oportunidade de visitar as duas escolas que foram beneficiadas pela cooperação Brasil/ FAO, além de outro colégio, que foi apoiado pelo setor privado, para fazer a análise deste processo de implementação da iniciativa.

Depois da experiência em Santa Lúcia, outros cinco países planejam implementar modelos nacionais do programa de alimentação escolar: Belize, Jamaica, Guiana, Granada e São Vicente e Granadinas.