Brasil e FAO assinam convênios de cooperação para combater a fome na América Latina e Caribe

Representante Regional da FAO se reuniu com representantes do governo brasileiro para reforçar o apoio do Brasil na luta contra a fome.

Raúl Benitez. Foto: FAOEm sua primeira visita oficial ao Brasil como Representante Regional da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) para América Latina e Caribe, Raúl Benítez, se reuniu esta semana com autoridades de ministérios brasileiros para assinar convênios de cooperação no combate à fome nos países da América Latina e Caribe.

Raúl Benitez assinou diversos convênios com os ministérios brasileiros que apoiam projetos na Região por meio do Programa de Cooperação Internacional Brasil-FAO. Atualmente, os projetos integram a Cooperação totalizando recursos na ordem de 23 milhões de dólares nas áreas de fortalecimento da sociedade civil;fortalecimento de programas de alimentação escolarcooperação humanitáriaaquicultura das Américaspolíticas agroambientaissegurança alimentar; e fortalecimento do setor algodoeiro na agricultura familiar.

“O Brasil tem realizado grandes progressos na luta contra a fome e a desnutrição e, por isso, seu conhecimento e experiência em programas como Fome Zero e de Alimentação Escolar, entre outros, precisam ser compartilhados com outros países da América e do Caribe. Por meio da Cooperação Sul-Sul podemos alcançar êxito nestes países”, destacou Benitez, que também lembrou da importância do Programa de Cooperação Internacional Brasil-FAO.

Durante agenda com os ministérios, o Representante Regional da FAO destacou os avanços obtidos pelo Brasil nos últimos anos na redução da desnutrição passando de 23 milhões de pessoas desnutridas, equivalente a 14,9% da população, (1990/92) para 13 milhões, 6,9%, (2010/2012). O país cumpriu assim o Primeiro Objetivo de Desenvolvimento do Milênio.

“O caso do Brasil demonstra que se uma sociedade se propõe a erradicar a fome e, para isso, converte a segurança alimentar e nutricional em uma política de Estado, podem ser realizados enormes avanços a curto prazo”, explicou o representante da FAO.