Brasil e FAO apoiam fortalecimento de programas de alimentação escolar na América Latina e Caribe

Projeto será ampliado para Peru, Paraguai e Honduras e estimulará compras da agricultura familiar.

Brasília – O governo do Brasil e a FAO anunciaram hoje o início da segunda etapa de projeto de fortalecimento dos programas de alimentação escolar no marco da Iniciativa América Latina e Caribe Sem Fome. A novidade é a inclusão de um componente que incentivará a compra de produtos da agricultura familiar para abastecer as merendas.

“Essa integração da merenda escolar à agricultura familiar promove a segurança alimentar em duas frentes importantes: garante uma alimentação de qualidade para as crianças e aproveita o enorme potencial dos pequenos produtores da região”, disse o Representante Regional da FAO para América Latina e Caribe, José Graziano da Silva, que assinou o acordo junto ao presidente do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), Daniel Balaban.

Através do FNDE, o governo brasileiro investirá US$ 2,3 milhões adicionais no projeto que passará a beneficiar também Honduras, Paraguai e Peru. Inicialmente, Bolívia, Colômbia, Nicarágua, Guatemala e El Salvador eram os países participantes.

O projeto busca apoiar o processo de institucionalização de políticas de segurança alimentar e nutricional escolar através do fortalecimento e ampliação e consolidação a nível nacional dos programas merenda escolar nos países participantes. Entre as ações planejadas estão a capacitação de professores, intercâmbio de experiências exitosas nos países participantes e a articulação entre os diversos atores – do sistema escolar, dos governos e da sociedade civil – envolvidos com a questão.

Agricultura familiar

O documento que formaliza a ampliação do projeto foi assinado hoje pelo presidente do FNDE, Daniel Balaban, e o Representante Regional da FAO, José Graziano da Silva, durante o encerramento da XIV Reunião Especializada sobre Agricultura Familiar do Mercosul.

Em discurso na abertura da REAF, José Graziano da Silva também reafirmou o compromisso da FAO em apoiar as iniciativas Cooperação Sul-Sul entre América Latina e África.

“Com alguns poucos estímulos, os pequenos agricultores pobres podem deixar de ser objetos da ação social do governo para se tornarem atores produtivos importantes. O apoio à agricultura familiar é fundamental se queremos resolver o problema da pobreza rural e insegurança alimentar, tanto na África quanto na América Latina”, disse.

O Representante Regional acrescentou que é importante que a América Latina conheça também as experiências exitosas na África. “A cooperação Sul-Sul deve ser sempre de duas vias, superando a dicotomia doador-receptor que, no passado, marcou a assistência internacional ao desenvolvimento”, acrescentou Graziano da Silva.

No marco da REAF, FAO e o Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento também assinaram convênio para recuperar terras degradadas no chamado “Arco do Desmatamento” na Amazônia. A ação conjunta prevê investimentos de US$ 2,25 milhões para a reincorporação dessas áreas ao processo de produção agropecuária sustentável.

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