Brasil é destaque em debate sobre cooperação na área da saúde

Fórum Sul-Americano de Cooperação Internacional em Saúde termina hoje (25/11) no Rio de Janeiro. Brasil é destaque por ajuda humanitária no Haiti em parceria com PNUD e com o governo de Cuba.

A participação do Ministério da Saúde brasileiro, em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), esteve no centro das conversas do I Fórum Sul-Americano de Cooperação Internacional em Saúde. O evento, realizado no Rio de Janeiro, terminou nesta sexta-feira (25/11). Durante três dias, buscou-se discutir a cooperação internacional nos desafios em comum do setor de saúde da América do Sul.

O Brasil ganhou destaque pela sua assistência humanitária no Haiti. Executado pelo PNUD, o projeto faz parte de um acordo trilateral entre os Ministérios da Saúde do Brasil, de Cuba e do Haiti, para a reconstrução do país devastado pelo terremoto. Além das instalações e dos equipamentos – financiados pelo governo brasileiro –, um amplo programa de capacitação e treinamento é oferecido por equipes cubanas.

Para o responsável pelo projeto no PNUD Brasil, Joaquim Fernandes, existe a necessidade de replicar a experiência em outros países da região. “Embora em melhores condições de desenvolvimento, a América Latina enfrenta desafios similares aos do Haiti na área de saúde. Para que o Brasil continue a transferir conhecimento e tecnologia, é preciso que a outra ponta apresente capacidade de gestão – e isso está presente nos vizinhos sulamericanos”, explicou Fernandes.

O Coordenador do Sistema ONU e Representante do Programa das Nações Unidas (PNUD) no Brasil, Jorge Chediek, ressaltou que parte dos desafios enfrentados estão refletidos nos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM). “Os avanços na saúde materna, por exemplo, são de especial importância, pois acredita-se que eles possuam impacto significativo em outras áreas do desenvolvimento humano, como redução da mortalidade infantil e combate ao HIV/AIDS”, comenta Chediek, que participou do evento.