Brasil diz que redução de tropas no Haiti tem que ser gradual

Nações Unidas analisam tema que deve ser levado ao Conselho de Segurança; embaixadora brasileira diz que estabilidade da ilha tem que continuar para garantir avanços da MINUSTAH.

Integrante da MINUSTAH em Bel-AirMônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

O Brasil acredita que uma possível redução de tropas das Nações Unidas no Haiti deve ser feita de forma gradual.

O tema tem sido analisado pela ONU e deve ser levado ao Conselho de Segurança para recomendação e aprovação.

Prioridade

A Missão de Estabilização no Haiti, MINUSTAH, é liderada por um general brasileiro desde a sua criação em 2004.

Nesta entrevista à Rádio ONU, dentro da sala do Conselho de Segurança, a embaixadora brasileira, Maria Luiza Ribeiro Viotti, disse que a estabilidade da ilha tem que continuar sendo uma prioridade.

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“É importante que qualquer eventual redução seja gradual para que o processo não comprometa a estabilidade que já se conseguiu conquistar. E é claro que a Missão continua a ter uma dimensão de um componente civil muito importante. Isso é justamente o que contribui para o fortalecimento das instituições do país e isso deve continuar.”

O Brasil é o maior doador de tropas para o Haiti. A Companhia de Engenharia do Exército Brasileiro tem ajudado nos trabalhos de reconstrução da ilha após o terremoto de janeiro de 2010.

O sismo matou mais de 200 mil pessoas e destruiu grande parte da infraestrutura da capital, Porto Príncipe.