Brasil deve substituir EUA como maior exportador de soja em 2025, diz FAO

O Brasil deve substituir os Estados Unidos como maior exportador de soja em 2025, com uma produção de 135 milhões de toneladas, de acordo com relatório publicado na segunda-feira (4) pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) e Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Grãos de soja. Foto: Jonas Oliveira/ANPr

Grãos de soja. Foto: Jonas Oliveira/ANPr

O Brasil deve substituir os Estados Unidos como maior exportador de soja em 2025, com uma produção de 135 milhões de toneladas, de acordo com relatório publicado na segunda-feira (4) pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) e Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Segundo o documento, daqui a nove anos o Brasil deve responder por mais de 40% das exportações mundiais de soja, caso as atuais condições de real desvalorizado se mantenham — o que torna as exportações brasileiras mais competitivas.

Para 2016, a previsão de organizações do setor é de que a produção brasileira de soja fique em torno de 97 milhões de toneladas. A produção norte-americana do produto está atualmente em cerca de 108 milhões de toneladas.

Mudanças em outros mercados

A composição do ranking de três principais exportadores permanecerá inalterada na maior parte dos mercados de commodities em 2025, segundo o relatório. No entanto, algumas mudanças devem ocorrer. Os EUA, por exemplo, devem permanecer como principal exportador de milho, mas perderão alguma fatia de mercado para o Brasil.

O documento mostrou ainda que os três principais exportadores de arroz — Índia, Tailândia e Vietnã — são responsáveis hoje por mais de 65% das exportações globais do produto. Em 2025, Vietnã se tornará o principal exportador no lugar na Índia, enquanto a fatia dos três principais exportadores cairá para menos de 60% como resultado da emergência de Camboja e Myanmar como importantes exportadores de arroz.

A Índia deve substituir os Estados Unidos como principal exportador de carne, de acordo com o relatório, enquanto Brasil e Argentina devem expandir suas participações no mercado global desse produto, com o Brasil atingindo uma fatia de cerca de 26%.

Os EUA e o Brasil permanecerão como os dois principais fabricantes de etanol, mas as perspectivas de crescimento diferem. Enquanto a produção brasileira deve subir 25% até 2025, principalmente por conta do aumento da demanda doméstica, a produção norte-americana do produto deve cair devido a uma queda da demanda interna e internacional.

O relatório prevê ainda que as exportações brasileiras de algodão devem quase dobrar nos próximos dez anos, de 700 mil toneladas atualmente para 1,5 milhão de toneladas, tornando-se o segundo maior exportador do produto.

Veja aqui o relatório completo. 


Comente

comentários