Bolsas de valores do mundo todo lembram importância da igualdade de gênero

AUMENTAR LETRA DIMINUIR LETRA

As principais bolsas de valores do mundo promovem, neste Dia Internacional da Mulher, a cerimônia Ring the Bell (Toque o Sino) com o objetivo de aumentar a conscientização das empresas sobre o empoderamento econômico das mulheres e a importância do setor privado para a igualdade de gênero e o desenvolvimento sustentável.

Neste ano, 61 bolsas de valores fazem parte da mobilização – em 2017, foram 43. Como parte dos eventos, os participantes são encorajados a assumir compromissos para melhorar a igualdade de gênero em seus mercados, tais como a assinatura dos Princípios de Empoderamento das Mulheres, a melhoria da diversidade de gênero na alta administração e nos conselhos de administração das empresas.

Bolsa de valores de São Paulo. Foto: EBC

Bolsa de valores de São Paulo. Foto: EBC

As principais bolsas de valores do mundo promovem, neste Dia Internacional da Mulher, a cerimônia Ring the Bell (Toque o Sino) com o objetivo de aumentar a conscientização das empresas sobre o empoderamento econômico das mulheres e a importância do setor privado para a igualdade de gênero e o desenvolvimento sustentável.

Neste ano, 61 bolsas de valores fazem parte da mobilização — em 2017, foram 43. Como parte dos eventos, os participantes são encorajados a assumir compromissos para melhorar a igualdade de gênero em seus mercados, tais como a assinatura dos Princípios de Empoderamento das Mulheres, a melhoria da diversidade de gênero na alta administração e nos conselhos de administração das empresas.

No Brasil, o evento ocorreu na manhã desta quinta-feira (8) na sede da BM&FBovespa, em São Paulo, com presença de Nadine Gasman, representante da ONU Mulheres.

“Este é um momento decisivo para tomarmos as decisões certas que nos levarão à concretização das mudanças para garantir os direitos humanos das mulheres. Saudamos o segundo ano consecutivo do Ring the Bell no Brasil, assim como a parceria estabelecida com 158 empresas que são signatárias dos Princípios de Empoderamento das Mulheres no país”, afirma Gasman.

A ONU Mulheres acaba de assinar duas parcerias com a União Europeia na promoção do empoderamento econômico. Uma no âmbito dos países do G-7 e outra em seis países da América Latina: Brasil, Argentina, Uruguai, Chile, Costa Rica e Jamaica.

“Com esse projeto, a ONU Mulheres espera alcançar um novo patamar no empoderamento econômico no Brasil e na América Latina. Se muitas empresas adotarem os Princípios de Empoderamento das Mulheres não só a vida de muitas mulheres no mundo do trabalho será melhor, mas muito mais empresas poderão criar serviços e produtos que apoiem uma melhor vida das mulheres”, declarou.

Empoderamento econômico das mulheres

De acordo com o Relatório Global sobre Desigualdades de Gênero (2017), do Fórum Econômico Mundial, as desigualdades de gênero em saúde, educação, política e trabalho aumentou pela primeira vez desde que os registros começaram, em 2006, passou de 31,7% em 2016 para 32% em 2017.

A diferença salarial entre homens e mulheres continua elevada. Na maioria dos países, elas ganham, em média, de 60% a 75% dos salários dos homens. Além disso, as mulheres assumem responsabilidade desproporcional em atividades não remuneradas — dedicam de uma a três horas a mais por dia ao trabalho doméstico.

Igualdade de gênero nos negócios

Uma das prioridades da Agenda 2030 de Desenvolvimento Sustentável dos Estados-Membros da ONU, a igualdade de gênero tem sido incorporada nas práticas de empresas. Isso conduz ao aprimoramento de práticas, a parcerias público-privadas e investimento de recursos para alcançar a igualdade entre mulheres e homens e o valor financeiro de longo prazo.

A série de eventos Ring the Bell pretende incentivar as empresas a eliminar barreiras legais, sociais e econômicas que estão restringindo o empoderamento econômico das mulheres.

A série de eventos é uma parceria da Iniciativa de Bolsas de Valores Sustentáveis juntamente com o Pacto Global da ONU, ONU Mulheres, Corporação Financeira Internacional (IFC, na sigla em inglês), a organização Women in ETFs e a Federação Mundial de Bolsas de Valores.


Mais notícias de:

Comente

comentários