Bebê nascida em meio ao ciclone Idai traz esperança para família de Moçambique

Quando o ciclone Idai atingiu Moçambique na noite de 14 de março, centenas de milhares de crianças viram suas vidas serem viradas de cabeça para baixo pelas inundações. Em meio à catástrofe humanitária, a bebê Teresa José nasceu, no dia 15 de março, na escola primária da comunidade de Matarara, na província de Manica. O relato é do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).

Em meio à tragédia do ciclone Idai, a bebê Teresa José nasceu, no dia 15 de Março, na escola primária de Matarara. Foto: UNICEF/Javier Rodriguez

Em meio à tragédia do ciclone Idai, a bebê Teresa José nasceu, no dia 15 de Março, na escola primária de Matarara. Foto: UNICEF/Javier Rodriguez

Quando o ciclone Idai atingiu Moçambique na noite de 14 de março, centenas de milhares de crianças viram suas vidas serem viradas de cabeça para baixo pelas inundações. Em meio à catástrofe humanitária, a bebê Teresa José nasceu, no dia 15 de março, na escola primária de Matarara, no distrito de Sussundenga, província de Manica. O relato é do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).

A família da menina teve que fugir de casa para escapar da enchente que invadia a residência. Todos os pertences dos parentes ficaram para trás. As fortes chuvas deixaram um rastro de destruição na comunidade de Matarara, onde o rio Buzi transbordou e desabrigou centenas de moçambicanos. A escola primária do local é agora usada como abrigo e centro de acomodação para mais de 400 famílias.

Em 19 de março, o nível das águas diminuiu o suficiente para permitir o acesso das equipes de socorro. Profissionais de saúde e nutrição fornecem água potável e cuidados básicos para os afetados. Os socorristas também estão coletando informações e organizando a prestação de assistência médica, para dar prioridade a mulheres grávidas, crianças com menos de cinco anos, pessoas com deficiência, pacientes com HIV e outros grupos mais vulneráveis.

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De acordo informação divulgada pelo UNICEF, estima-se que 1,9 milhão de pessoas foram afetadas em Moçambique pela passagem do ciclone Idai e pelas chuvas torrenciais que atingiram o país africano. Desse contingente, 1 milhão são crianças. Segundo a agência da ONU, 2,6 mil salas de aulas foram parcialmente ou completamente destruídas, 39 centros de saúdes foram afetados e mais de 11 mil casas foram completamente destruídas, deixando milhares de pessoas desabrigadas.

“A situação é séria e o UNICEF e os seus parceiros estão prontos para apoiar o governo a levar assistência urgente à população afetada, incluindo água potável, meios para o saneamento e higiene, bem como cuidados médicos”, disse Marcoluigi Corsi, representante do UNICEF em Moçambique.

A bebê Teresa e sua família vivem no abrigo improvisado desde o nascimento da criança. Eles tiveram sorte. No abrigo, são comuns as histórias de desaparecidos e falecidos.

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