Bangladesh pede criação de zonas sob supervisão da ONU para proteger rohingyas em Mianmar

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Em pronunciamento na Assembleia Geral da ONU, a primeira-ministra de Bangladesh, Sheikh Hasina, criticou na quinta-feira (21) as violações de direitos humanos enfrentados pelo povo Rohingya em Mianmar. Denunciando o que chamou de limpeza étnica na província mianmarense de Rakhine, a dirigente pediu ao chefe da ONU que crie, dentro de Mianmar, zonas supervisionadas pelas Nações Unidas, a fim de garantir a segurança dos rohingyas.

Primeira-ministra Sheikh Hasina, de Bangladesh, durante pronunciamento no debate anual de chefes de Estado na Assembleia Geral da ONU. Foto: ONU/Cia Pak

Primeira-ministra Sheikh Hasina, de Bangladesh, durante pronunciamento no debate anual de chefes de Estado na Assembleia Geral da ONU. Foto: ONU/Cia Pak

Em pronunciamento na Assembleia Geral da ONU, a primeira-ministra de Bangladesh, Sheikh Hasina, criticou na quinta-feira (21) as violações de direitos humanos enfrentados pelo povo Rohingya em Mianmar. Denunciando o que chamou de limpeza étnica na província mianmarense de Rakhine, a dirigente pediu ao chefe da ONU que crie, dentro de Mianmar, zonas supervisionadas pelas Nações Unidas, a fim de garantir a segurança dos rohingyas.

“Eu vim aqui bem depois de ver os rohingyas de Mianmar passando fome, angustiados e desamparados, que se abrigaram em Cox’s Bazar em Bangladesh”, contou Hasina, que informou que seu país já abriga mais de 800 mil integrantes desse grupo.

A crise enfrentada pelos rohingyas foi tema também do pronunciamento de abertura do debate do secretário-geral António Guterres. O dirigente máximo das Nações Unidas afirmou que as autoridades do país asiático precisam acabar com as operações militares no estado de Rakhine, permitir acesso de equipes humanitárias e resolver as queixas dessa população, que não tem status de cidadãos.

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) divulgou também na quinta-feira que, nas últimas três semanas e meia, 420 mil rohingyas deixaram Mianmar em busca de segurança no território bangladês. Segundo relatos da imprensa internacional, outros 400 mil rohingyas já viviam no país vizinho à sua nação de origem, tendo escapado de ondas mais antigas de violência e perseguição.

“Essas pessoas forçadamente deslocadas de Mianmar estão fugindo de uma ‘limpeza étnica’ em seu próprio país, onde vivem por séculos”, criticou a chefe do Estado bangladês. A primeira-ministra pediu a suspensão imediata das violações de direitos humanos e solicitou o envio de uma equipe da ONU para averiguar o que tem ocorrido no território de seu vizinho.

“Todos os civis, independentemente de religião e etnia, têm de ser protegidos em Mianmar. Para tanto, ‘zonas seguras’ poderiam ser criadas dentro de Mianmar sob supervisão da ONU”, recomendou Hasina.

Você pode realizar doações para o ACNUR e ajudar os refugiados rohingya clicando aqui.


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